PDG apresenta novo plano de recuperação judicial

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Fachada com logo da PDG: versão foi encaminhada à Justiça e à CVM (PDG/Divulgação) São Paulo – A PDG Realty apresentou nesta sexta-feira, 29, novo plano de recuperação judicial para a Justiça. Segundo a companhia, esse novo plano traz ajustes resultantes das tratativas mantidas com os credores nas últimas semanas. Veja tambémNEGÓCIOSJustiça mantém suspensão de ações e execuções contra PDGquery_builder 14 set 2017 - 13h09 A versão completa do plano da PDG e das 510 entidades integrantes do grupo foi encaminhada também à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O que mudou no financiamento de imóveis da Caixa

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Caixa: quem quiser financiar um imóvel de R$ 300 mil terá de desembolsar mais R$ 60 mil de entrada pelo sistema SAC (Pillar Pedreira/Agência Senado) São Paulo – A Caixa reduziu o teto para financiamento de imóveis usados de 70% para 50% em qualquer linha. A nova regra vale para novos pedidos de financiamentos feitos ao banco a partir de 25 de setembro de 2017. É a segunda vez no ano que o banco restringe a tomada de crédito para imóveis usados. A primeira havia sido em agosto, quando a Caixa diminuiu o teto para financiamento de 80% para 70%. Agora, a restrição foi ainda mais intensa e deve causar um grande impacto no mercado, já que o banco concede, sozinho, 68% do crédito imobiliário no país. Veja tambémSEU DINHEIROSão Paulo terá apartamentos com 10 metros quadradosquery_builder 15 ago 2017 - 16h08 O novo teto vale para financiamentos feitos pelo sistema SAC, o mais usado no banco e no qual as parcelas do financiamento são decrescentes ao longo do tempo. No sistema Price, que tem parcelas iguais, o teto de financiamento ficou ainda menor: caiu de 60% para 50%. No caso de compra de imóveis novos, o banco não realizou mudanças. Em todas as linhas, o teto de 80% para financiamento de imóveis novos continua valendo, caso a opção seja pelo sistema SAC. Pela Tabela Price, o teto de 70% para financiamento de imóveis novos também foi mantido. Segundo o banco, em nota, o financiamento de imóveis novos foi preservado com o objetivo de “manter aquecida a indústria da construção civil do país, responsável por gerar emprego e renda”. Veja na tabela abaixo como ficam os tetos para financiamento após as novas mudanças anunciadas pela Caixa e quais os valores mínimos exigidos como entrada para três valores de imóveis. Imóveis usados – SAC Financiamento SAC R$ 300 mil R$ 500 mil R$ 800 mil Antes 70% R$ 90 mil R$ 150 mil R$ 240 mil Agora 50% R$ 150 mil R$ 250 mil R$ 400 mil Diferença+R$ 60 mil + R$ 100 mil +R$ 160 mil Imóveis usados – Price Financiamento Price R$ 300 mil R$ 500 mil R$ 800 mil Antes 60% R$ 120 mil R$200 mil R$ 320 mil Agora 50% R$ 150 mil R$ 250 mil R$ 400 mil Diferença+ R$ 30 mil + R$ 50 mil + R$ 80 mil São enquadrados no SFH (Sistema Financeiro da Habitação) financiamentos de imóveis de até 950 mil reais nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e no Distrito Federal, e de até 800 mil reais nos outros estados. Já o SFI (Sistema Financeiro Imobiliário) engloba financiamentos de imóveis de mais de 750 mil reais nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e no Distrito Federal, e de mais de 650 mil reais nos outros estados. Já a linha Pró-Cotista financia imóveis novos de até 1,5 milhão de reais em todo o país, imóveis usados de até 950 mil reais em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal, e imóveis usados de até 800 mil reais nos demais estados até o final do ano. Contudo, essa linha está suspensa pela Caixa até o ano que vem. O programa Minha Casa Minha Vida financia imóveis de até 240 mil reais em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal, para famílias com renda de até 6,5 mil reais mensais. Veja tambémSEU DINHEIROEm São Paulo, cresce oferta de apartamentos com menos de 30 m²query_builder 24 set 2017 - 17h09 Conforme simulações feitas pelo especialista Marcelo Prata, fundador do site Canal do Crédito e Resale.com.br, se o mutuário deseja comprar um imóvel de 500 mil reais podia financiar antes da mudança 350 mil reais  pelo sistema SAC e, agora, esse valor caiu para 250 mil reais. Ou seja, a diferença do montante que terá de desembolsar como entrada para a compra do imóvel será de mais 100 mil reais. Como o valor do financiamento diminui nestes casos, o tomador vai pagar menos no final da operação do que se financiasse um percentual maior, já que as taxas de juros cobradas em cada linha continuam as mesmas. Por outro lado, a barreira para quem não tem muito dinheiro para dar como entrada ficou bem maior. Veja tambémSEU DINHEIROImóveis: a onda do coliving veio para ficar?query_builder 20 set 2017 - 16h09 Banco também complicou transações Mutuários que desejam vender imóveis usados que ainda tenham parte do valor financiado em outros bancos, fora da Caixa, também podem ter mais dor de cabeça para concluir a operação a partir de agora. Isso porque a Caixa deixou de atuar, por tempo indeterminado, como interveniente quitante em financiamentos de imóveis. Ou seja, o banco não quita mais dívidas contraídas pelo vendedor do imóvel com outros bancos para que o comprador possa financiar com a Caixa. Nestes casos, ou o comprador ou o vendedor terão de quitar, com recursos próprios, a dívida com o outro banco. Somente desta forma a Caixa poderá conceder o financiamento ao comprador. Mutuário pode reclamar As mudanças só valem para novos pedidos de financiamento, mas mutuários que tiveram prejuízo com a nova mudança anunciada pelo banco podem reclamar das perdas na Justiça. Esse direito vale para quem já havia dado o valor da entrada como sinal para o vendedor do imóvel antes da mudança e não vai conseguir mais dinheiro para obter o restante do crédito no banco, segundo Prata. “Se conseguir comprovar que teve um prejuízo por conta da nova regra, o mutuário pode tentar reaver o valor.” Neste caso, é indicado documentar todas as conversas com o gerente. Para quem já havia iniciado o pedido do crédito no banco, mas não chegou a desembolsar nenhum valor, não há muito o que fazer. “Neste caso, o banco pode dar um prazo para que o processo seja finalizado pela regra antiga. Mas vai depender da instituição financeira”, diz Prata. Veja tambémSEU DINHEIROPreços de imóveis caem pelo sexto mês consecutivo, aponta FipeZapquery_builder 5 set 2017 - 05h09

Mercado imobiliário de SP esquenta e sobe em ranking mundial

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(Ildo Frazao/Thinkstock) São Paulo – O mercado imobiliário da cidade de São Paulo já não está mais entre os mais frios do planeta, de acordo com dados do Global Property Guide divulgados nesta terça-feira (26). Os preços de moradia na cidade ajustados pela inflação tiveram um ligeiro aumento de 0,5% no 2º trimestre de 2017 em relação ao trimestre anterior. Foi a primeira alta nesta medida após 9 trimestres consecutivos de queda, algo que pode ser atribuído a uma “melhora gradual das condições econômicas”, segundo o GPG. Na comparação com o mesmo período de 2016, ainda há queda (-2,15%), mas em um ritmo bem menos intenso do que os 7,59% observados no mesmo ponto do ano passado. Isso foi suficiente para levar São Paulo da 7ª para a 11ª posição entre os 43 mercados mais frios do ranking. Na conta nominal, sem ajuste pela inflação, a cidade já registra alta de preços: 0,27% na conta trimestral e 0,78% na conta anual. Mundo Os mercados imobiliários mais frios do planeta na conta anualizada e ajustada pela inflação são Porto Rico (-9,59%), Rússia (7,58%), Catar (-6,25%), Macedônia (-5,99%) e Egito (-5,32%). Já os mais fortes, com os mesmos critérios, são Islândia (21,28%), Hong Kong (19,27%), Irlanda (13,52%), Canadá (13,08%), Romênia (8,87%) e Filipinas (8,45%). Dos 43 mercados analisados, 28 tiveram alta de preços e 15 tiveram queda no trimestre. Mas quando o critério é a tendência, os sinais se invertem: 26 enfraqueceram e só 16 aceleraram. De forma geral, a avaliação do ranking é que há um boom na Europa, onde estão 6 dos 10 mercados mais fortes atualmente. Na Ásia, mercados importantes como China e Japão continuam com altas modestas enquanto outros como Singapura e Coreia do Sul perderam força. Os mercados do Chile e México estão esfriando, assim como de países do Oriente Médio como Dubai e Israel. Veja tambémSEU DINHEIROOnde é mais barato (e mais caro) alugar imóvel em São Pauloquery_builder 23 set 2017 - 07h09ECONOMIABrasil enfrenta desafio de voltar a crescer sem acordar inflaçãoquery_builder 25 set 2017 - 22h09

Em São Paulo, cresce oferta de apartamentos com menos de 30 m²

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Microapartamentos: Desde 2012, foram lançados 6.029 apartamentos com área útil inferior a 30 m² em São Paulo (Even/Divulgação) São Paulo – Dá para encaixar uma vida de apartamento de três quartos em menos de 30 metros quadrados? Para a aposentada Regina Ferreira, de 64 anos, a troca para uma quitinete pouco acima dessa medida exigiu muitos “desapegos”, que foram do rack da sala até metade das calças jeans. A paulistana enfrentará, contudo, mais uma mudança em 2018: deixará o local, em que vive há seis anos em Campos Elísios, por um studio de 14 m² no Bom Retiro, ambos no centro de São Paulo. “Menos é mais. A gente tem de aprender a viver com criatividade”, defende. Regina define a mudança como um “novo desafio”. Para ela, a palavra-chave é “adaptação”. “Eu tinha muita coisa que não precisava”, explica ela, que recentemente aderiu a grupos de escambo no Facebook para dar destino ao que não usa mais. Quando pronto, o studio de Regina (além de outros 14 vizinhos) será a menor unidade habitacional do País, segundo a incorporadora Vitacon – com preço de R$ 6,3 mil por m². O recorde deve ser batido pela própria empresa, que lançou em agosto o Nova Higienópolis com apartamentos de 10 m², para 2019, e valor previsto de R$ 99 mil. Desde 2012, foram lançados 6.029 apartamentos com área útil inferior a 30 m² em São Paulo, dos quais 1.479 (24,5%) têm menos de 20 m², segundo levantamento do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi). Dados da entidade e da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp) mostram que, das unidades lançadas com até um dormitório na cidade, 15% têm menos de 30 m² e 7,3% são inferiores a 20 m². Para compensar o espaço reduzido, investe-se em áreas compartilhadas, como lavanderia, escritórios no modelo “coworking” e academia de ginástica, além de apostas no comércio, nos serviços do entorno e até nas opções de transporte público. Por isso, a maior parte se concentra no centro e na região do Brooklin e da Vila Olímpia, na zona sul. Para o professor de Antropologia da Universidade de São Paulo (USP) José Guilherme Magnani, nos microapartamentos a casa se converte em um “refúgio”, um “lugar de absoluta vivência individual”. Moradores Segundo as incorporadoras Vitacon, Setin e TPA Empreendimentos, referências nesse mercado, o principal público-alvo são estudantes, jovens adultos, divorciados e idosos, que preferem viver perto do trabalho e de serviços. Esses imóveis também atraem moradores de outras cidades que ficam na capital só em dias úteis. É o caso do administrador de empresas Cristiano Oliveira, de 39 anos. Há dois meses em São Paulo, ele viaja para Taubaté, no interior, em todos os fins de semana para ficar com a mulher e o filho recém-nascido. Seu período de permanência no apartamento é principalmente noturno, período em que se exercita na academia, faz refeições rápidas, toma banho e descansa. “Precisava de um lugar pequeno e só para mim”, diz ele, que paga R$ 3 mil de aluguel, além de condomínio (R$ 500). Em todos os casos, os imóveis são pensados para só um morador – público que cresceu de 9,8% para 14,5% da população de 2004 para 2015, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Quitinete Fora das grandes incorporadoras, empresas de menor porte também investem em unidades de tamanho reduzido, como a Semiphi, que aluga unidades em pequenos prédios do centro e da zona oeste. Em Santa Cecília, na região central, por exemplo, a estudante de Cinema Caroline Milani Lopes, de 21 anos, vive em uma quitinete de 15 m², reformada para esse tamanho em 2013. “Geralmente, no meu caso, um apartamento convencional precisaria ser dividido com alguém. Preferi não dividir e alugar um espaço pequeno, para ter privacidade.” Ali, a escrivaninha serve para estudar, trabalhar e comer. Já as roupas ficam em uma arara. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Veja tambémSEU DINHEIROQuanto custa alugar um microapartamento em São Pauloquery_builder 19 ago 2017 - 07h08

Vendas de imóveis sobem 40% em julho, mostram Fipe e Abrainc

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Imóveis: com os dados positivos de julho, o mercado imobiliário mantém a trajetória de recuperação das operações (Photobuay/Thinkstock) São Paulo – O mercado imobiliário mostrou expansão nas vendas e nos lançamentos em julho, bem como recuo dos distratos, de acordo com pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em parceria com a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) e divulgada nesta segunda-feira, 18. A pesquisa mostra que, em julho, as vendas líquidas (já descontados os distratos) totalizaram 5.130 unidades, crescimento de 40% em relação ao mesmo mês do ano passado. Os distratos foram de 2.821 unidades, retração de 35%. Os lançamentos totalizaram 6.628 unidades, um salto de 182%. Com os dados positivos de julho, o mercado imobiliário mantém a trajetória de recuperação das operações. No acumulado do ano, as vendas líquidas somaram 37.571 unidades, aumento de 20,3% frente o mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, os distratos atingiram 20.643 unidades, queda de 22,3%, e os lançamentos alcançaram 30.530 unidades, recuo de 3,5%. No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em junho, as vendas líquidas foram de 63.749 unidades, alta de 11,6%. Os distratos totalizaram 39.790 unidades, baixa de 15,4%, e os lançamentos alcançaram 37.158 unidades, alta de 9,4%. Os dados da pesquisa abrangem imóveis novos, dos setores residencial, comercial e loteamentos de 20 empresas associadas à Abrainc, com atuação em diversos estados e concentração na região Sudeste.

Novo título do setor imobiliário deve ganhar espaço no mercado

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Título: a rentabilidade será baseada na taxa de juros ou atrelada a outros indicadores, como o IPCA (Phil Ashley/Thinkstock) São Paulo – Um novo produto financeiro vai integrar a sopa de letrinhas dos investimentos ligados ao setor imobiliário. Autorizada pelo governo no fim de agosto, a Letra Imobiliária Garantida (LIG) tem potencial para ganhar espaço tanto na carteira do pequeno investidor como dos gestores de fundos imobiliários. Isso porque, para especialistas, ela será uma opção com retornos melhores do que a Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e com menos risco que os Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI), ambos concorrentes diretos. O LIG, que está em processo final de regulamentação pelo Banco Central, é um título privado do mercado imobiliário, isento de Imposto de Renda e que poderá ser emitido por instituições financeiras. O prazo para resgate é de 24 meses e a rentabilidade será baseada na taxa de juros ou atrelada a outros indicadores, como o IPCA. Deve estar disponível no mercado até o fim do ano. A LIG promete sair na frente de outros produtos que integram a prateleira de ativos imobiliários por oferecer uma dupla garantia ao investidor. Além da salvaguarda da própria instituição que emitiu o título – ou seja, seu patrimônio -, haverá como garantia uma carteira de ativos imobiliários específica para esse fim, que não poderá ser usada para quitar outras dívidas da instituição no caso de falência. Romeu Amaral, advogado e especialista em financiamento empresarial, alerta, porém, que a dupla garantia exige que o investidor conheça também quais os ativos “salva-vidas” vão compor a carteira. No caso da LCI, por exemplo, a única cobertura é a do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que garante investimentos de até R$ 250 mil por CPF e instituição bancária em caso de quebra. Já os certificados, por oferecerem retornos maiores, não estão sob esse mesmo guarda-chuva. Por isso, ao comprar um CRI, o investidor tem de avaliar os empreendimentos imobiliários dos tomadores do empréstimo para medir os riscos. Além da vantagem da dupla garantia da LIG, Conrado Navarro, especialista em finanças pessoais do Modalmais, acredita que, no futuro, a letra pode disputar com a LCI o investidor que busca rentabilidade e não se importa com o prazo de resgate de dois anos. “Não faria sentido lançar um produto com retorno menor do que já existe se ele vai ficar preso por mais tempo. Se for pagar o mesmo com resgate maior, as pessoas vão ficar nas LCIs”. Há uma carência de 90 dias na LCI e a rentabilidade geralmente é atrelada ao CDI. Arthur Vieira, professor da Fecap e especialista em fundos imobiliários, acredita que o prazo maior, entretanto, vai exigir um investidor mais estruturado, que possa deixar o dinheiro por mais tempo – o que deverá implicar aportes iniciais maiores. Diversificação Além do investidor pessoa física, fundos imobiliários também devem estar ansiosos pela LIG, diz Vieira. Isso porque os fundos são importantes compradores de papéis lastreados no mercado, além de imóveis fixos. A vantagem do fundo imobiliário é o acesso a uma carteira diversificada. “O investidor poderá comprar cotas de fundos que investem em LIG, CRI e LCI e conseguir uma liquidez maior. Se ele for negociado em Bolsa, é possível entrar e sair quando quiser”, explica Vieira. A desvantagem é que o fundo imobiliário não é isento de Imposto de Renda e tem taxas de administração. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.