Vendas de imóveis crescem 59% em agosto, dizem Fipe e Abrainc

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Imóveis: em agosto, as vendas líquidas (já descontados os distratos) totalizaram 7.697 unidades (Germano Lüders/Revista EXAME) São Paulo – As vendas de imóveis novos têm crescido ao longo do ano, ao mesmo tempo em que recuam os cancelamentos de negócios – os chamados distratos – de acordo com pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em parceria com a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc). A pesquisa mostra que, em agosto, as vendas líquidas (já descontados os distratos) totalizaram 7.697 unidades, um crescimento de 59,0% em relação ao mesmo mês do ano passado. Os distratos foram de 2.722 unidades, retração de 27,5%. Os lançamentos totalizaram 4.900 unidades, aumento de 6,3%. No acumulado do ano, as vendas líquidas somaram 45.267 unidades, aumento de 25,5% frente aos mesmos meses do ano passado. Nesse período, os distratos atingiram 17.785 unidades, queda de 20%, e os lançamentos alcançaram 30.530 unidades, recuo de 3,5%. No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em junho, as vendas líquidas foram de 63.749 unidades, alta de 11,6%. Os distratos totalizaram 23.365 unidades, baixa de 22,9%, e os lançamentos alcançaram 42.058 unidades, alta de 9,0%. No fim de agosto, havia 111.935 unidades novas disponíveis para venda, montante 4,0% menor do que o registrado um ano antes. Considerando o ritmo atual de vendas, seriam precisos 14,6 meses para liquidar esse estoque, segundo a pesquisa da Abrainc/Fipe. Os dados abrangem imóveis novos, dos segmentos residencial, comercial e loteamentos, desenvolvidos por 20 empresas associadas à Abrainc, com atuação espalhada por diversos Estados e concentração na Região Sudeste.

Feirão de imóveis deve aquecer mercado imobiliário de SP

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Imóveis: segunda edição do feirão começou nesta sexta e vai até domingo (AlexRaths/Thinkstock) São Paulo – A segunda edição do feirão imobiliário Viver Bem, Morar Melhor deve movimentar em 2017 mais negócios do que em 2016, ajudando a aquecer o mercado, segundo expectativas de empresários do setor que participaram da abertura do evento na manhã desta sexta-feira, 20. “A economia brasileira está melhor do que no ano passado”, explicou o presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz Antônio França, citando a queda dos juros e da inflação, além de uma incipiente criação de empregos. “Com a taxa de juros mais baixa, a prestação da casa própria fica mais acessível ao bolso dos consumidores”, completou. França lembrou ainda que o déficit habitacional está na ordem de 6 milhões de imóveis no País, dos quais cerca de 1,5 milhão estão concentrados no Estado de São Paulo. “Há uma forte demanda por imóveis, especialmente entre a população de baixa renda.” A segunda edição do feirão Viver Bem, Morar Melhor começou nesta sexta e vai até domingo, no centro de convenções São Paulo Expo, localizado na zona sul da cidade. Durante o evento, serão ofertados 25 mil imóveis novos, considerando unidades na planta, em obras e recém-construídas, na capital, região metropolitana, litoral e interior. A maioria dos apartamentos é destinada à população de baixa renda e é negociada por valores até R$ 220 mil. Para o presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), José Romeu Ferraz Neto, o feirão tem potencial para aquecer o mercado imobiliário, apesar das adversidades da economia brasileira. “Esse será um evento importante, especialmente neste momento de escassez de crédito imobiliário”, comentou Ferraz. A edição de 2016 registrou a comercialização de 800 unidades. Esse montante corresponde a mais da metade das vendas médias dos últimos 12 meses na cidade de São Paulo, que estão em cerca de 1,8 mil unidades. A expectativa é de que a segunda edição do evento ganhe visibilidade e atraia mais visitantes. A primeira edição, em 2016, foi realizada no Ginásio do Ibirapuera, enquanto esta edição migrou para o São Paulo Expo, para aumentar a capacidade de atendimento ao público. O feirão deste ano terá imóveis de 23 incorporadoras, que, segundo a organização do evento, se comprometeram a oferecer condições especiais de venda que podem reduzir as despesas com a compra do imóvel em até 10%, na comparação com uma aquisição regular nos estandes das empresas. Essa redução se dará pela oferta de descontos e custeio da documentação necessária para a transação, como registro do imóvel e pagamento do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI). O evento é organizado pelo governo do Estado de São Paulo em parceria com as associações de empresas do mercado imobiliário. Agentes da Caixa Econômica Federal também estão presentes no local para agilizar a análise de crédito e a concessão de financiamento imobiliário. O governo do Estado de São Paulo concederá um subsídio chamado de “cheque moradia” de R$ 5 mil a R$ 40 mil para a compra do primeiro imóvel, no valor limite de R$ 220 mil, por servidores públicos estaduais (ativos ou inativos) com renda mensal até o limite de R$ 5.280. A ajuda também vale para as famílias que recebem o auxílio-moradia da CDHU. O restante da população também pode participar do feirão, mas não receberá subsídios. “Nos comprometemos a liberar R$ 40 milhões em subsídios. É um dinheiro a fundo perdido para ajudar na aquisição da moradia. As pessoas não vão precisar pagar”, ressaltou o governador de SP, Geraldo Alckmin. Na primeira edição, os aportes do governo totalizaram R$ 18,4 milhões. “Além disso, o setor privado está dando a documentação quase de graça. É uma grande oportunidade para a compra do imóvel”, disse.

Dólar sobe ante o real com cena política mais sensível

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Dólar: no exterior, o dólar subia ante uma cesta de moedas enquanto o euro recuava frente a moeda norte-americana (Ricardo Moraes/Reuters) São Paulo – O dólar avançava frente ao real nesta segunda-feira, com a cena política interna voltando ao centro das atenções dos mercados na semana em que os deputados iniciam debates e votação da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer na Câmara dos Deputados. Às 9:55, o dólar avançava 0,30 por cento, a 3,1587 reais na venda, depois de fechar a semana passada com queda acumulada de 0,30 por cento. O dólar futuro subia cerca de 0,35 por cento. “O noticiário político dos últimos dias não foi muito favorável para o governo”, afirmou a Guide Investimentos por meio de nota. “Tudo indica que, desta vez, Temer terá mais dificuldade, ou melhor, menos votos favoráveis a ele, para enterrar a denúncia”, acrescentou. A semana começou com uma polêmica entre Temer e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), um dia antes de a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa iniciar o processo de discussão para votação de parecer sobre a segunda denúncia contra Temer. A divulgação dos vídeos da delação do empresário Lúcio Funaro com acusações contra Temer abriu uma crise entre a defesa do presidente da República e Maia, uma vez que foram tornados públicos pelo site da Casa Legislativa. No exterior, o dólar subia ante uma cesta de moedas enquanto o euro recuava frente a moeda norte-americana diante de realização de lucros depois de registrar o maior avanço semanal em um mês, embora os mercados estejam receosos em desvalorizar mais a moeda única antes da reunião da política monetária do Banco Central Europeu na próxima semana.

5 dicas para vender imóvel rápido sem baixar demais o preço

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Imóveis: Organize documentos com antecedência para não perder a venda (vicnt/Thinkstock) São Paulo – Se você está tentando vender seu imóvel há meses e não consegue fechar negócio, ou se pretende colocar o maior bem da sua vida à venda, esta matéria é para você. As dicas a seguir podem ajudar a elaborar um anúncio atraente e a chegar a um preço ideal para os dois lados. Para não perder negócio em tempos de baixa liquidez no mercado imobiliário, pequenos detalhes fazem diferença. Confira a seguir cinco dicas para vender o imóvel rápido sem baixar demais o preço: 1) Organize os documentos Cerca de 20% das negociações de imóveis à venda em São Paulo são interrompidas na hora de assinar o contrato por problemas de documentação do vendedor ou do imóvel, segundo a imobiliária e administradora Lello. A burocracia é grande, por isso, é essencial organizar toda a documentação para não perder a venda por um detalhe. A lista de documentos necessários é imensa: inclui escritura e certidão atualizada do imóvel, negativas de débitos de IPTU e condomínio, além de diversos documentos pessoais. Você terá que regularizar qualquer pendência e provar que seu nome não está envolvido em processos judiciais ou dívidas com a Receita Federal ou com o banco. Qualquer irregularidade impede que você venda seu imóvel. Por isso, vale contar com assessoria jurídica para revisar toda a documentação antes colocar o imóvel à venda. “Esse processo de análise dos documentos é extenso, mas boa parte dos problemas são facilmente sanados. Quem faz isso com antecedência leva vantagem na venda”, orienta o diretor de Vendas da Lello Imóveis, Igor Freire. 2) Estabeleça um preço justo Os especialistas em mercado imobiliário garantem: se o preço do imóvel estiver de acordo com o seu valor de mercado, três meses é o tempo máximo que leva para você conseguir vendê-lo. “A maioria dos vendedores coloca o preço acima do valor de mercado e, por isso, tem dificuldade para fechar negócio”, diz o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo, José Augusto Viana Neto. O especialista em mercado imobiliário Marcelo Prata, fundador dos sites Resale e Canal do Crédito, concorda: “Não existe mercado imobiliário ruim. Existem imóveis fora do preço”. Segundo Prata, em geral, os imóveis são efetivamente vendidos com preço entre 15% e 25% abaixo do valor anunciado por índices como o FipeZap. “O imóvel vale quanto os compradores estão dispostos a pagar, e não quanto o vendedor quer”, diz. Isso não significa que você deve cobrar o mesmo preço pelo qual o vizinho vendeu, pois imóveis no mesmo condomínio podem ter valores diferentes conforme o estado de conservação, a iluminação e a ventilação. “O mercado é predador. Os preços mudam muito se você atravessar a rua ou o corredor”, alerta Viana Neto. 3) Escolha com atenção o corretor e a imobiliária Como você viu, a tarefa de determinar um preço pode ser difícil para quem tem pouca prática. Por isso, procure uma imobiliária ou corretor de referência, que conheça o mercado imobiliário na região, para ajudar a determinar o melhor preço de anúncio. Assim como você faz quando vai a um médico especialista, busque recomendações de corretores com quem já vendeu um imóvel. “Um bom corretor conhece a realidade dos preços do mercado e vai falar o que você não gostaria de ouvir. Esteja aberto para isso”, diz Prata. Outra dica é escolher com cuidado apenas uma imobiliária. “Cinco ou seis placas de imobiliárias diferentes depreciam o imóvel. É melhor contratar apenas uma imobiliária, que se empenhe muito para vender seu imóvel”, ensina. 4) Capriche no anúncio Com português impecável, detalhe como é o imóvel e destaque o ele tem de melhor, mas não minta ou exagere nos elogios para não perder tempo com visitas de potenciais compradores que vão se decepcionar com o imóvel. Descreva o condomínio, se tem garagem ou área de lazer, e não esqueça de falar sobre a região e suas facilidades, como acesso a transporte público e a serviços como supermercado e farmácia. Tudo o que está descrito deve aparecer nas fotos. Se necessário, contrate um fotógrafo para apresentar fotos que valorizem o que o imóvel tem de melhor, sem cachorro, roupa no varal ou cama desarrumada à vista. “Preço e foto são os itens determinantes para o comprador marque uma visita”, diz Freire. 5) Tenha jogo de cintura para negociar No Brasil, se você não tiver uma pequena margem de manobra para negociar, você cria uma barreira emocional no comprador que impede o negócio, como explica o especialista em negociações José Roberto Ribeiro do Valle, presidente da consultoria Scotwork Brasil. Por isso, estabeleça um limite mínimo de valor desejado para vender o imóvel e esteja disposto a negociar dentro desse teto. “Não flexibilize demais. O segredo é estabelecer margens pequenas e exigir algo em troca”, orienta. Tenha cuidado para não demonstrar que você tem pressa para vender o imóvel. Veja tambémSEU DINHEIROPreço dos imóveis cai pelo sétimo mês consecutivo, mostra FipeZapquery_builder 4 out 2017 - 05h10SEU DINHEIROO que mudou no financiamento de imóveis da Caixaquery_builder 27 set 2017 - 05h09

Interlagos

Preço dos imóveis cai pelo sétimo mês consecutivo, mostra FipeZap

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Imóveis: Preços caíram 0,07% em setembro, em média (Aleksandra Zlatkovic/Thinkstock) São Paulo – Em setembro, o preço médio dos imóveis à venda sofreu uma leve queda pelo sétimo mês consecutivo, de 0,07%, segundo o Índice FipeZap. A boa notícia para quem quer comprar imóvel é que os preços ainda devem demorar para voltar a subir com força. “Para o tamanho da crise que tivemos, a queda no preço dos imóveis foi pequena. Por isso, ainda vamos demorar para ver uma escalada dos preços novamente”, explica o coordenador do Índice FipeZap, Eduardo Zylbersajn. A pesquisa acompanha a variação dos valores de apartamentos anunciados para venda em 20 cidades brasileiras. No ano, o preço médio dos imóveis à venda caiu 0,56%, puxado para baixo por Fortaleza, Rio de Janeiro e Niterói. Nos últimos 12 meses, a queda foi de 0,26%. No entanto, a inflação medida pelo IPCA esperada para o período é de 2,48%, o que significa que o preço dos imóveis caiu, enquanto os demais preços da economia subiram. Ou seja, a queda real foi de 2,67% nos últimos 12 meses. A queda real é registrada quando o valor de um determinado bem tem uma alta inferior ao aumento generalizado dos preços, medido por índices inflacionários, como o IPCA. Vale destacar que a variação real não é obtida com uma simples subtração. Para realizar o cálculo, é preciso dividir a oscilação dos preços pela variação da inflação. A seguir, confira a variação do preço no mês e no ano e o valor médio do metro quadrado nas 20 cidades pesquisadas pelo Índice FipeZap: Cidade Preço médio do metro quadrado Variação do preço em setembro Variação do preço em 2017 Rio de Janeiro R$ 9.918 -0,57% -3,40% São Paulo R$ 8.714 0,21% 1,04% Distrito Federal R$ 8.287 -0,12% -2,15% Niterói R$ 7.271 -0,23% -2,82% Florianópolis R$ 6.770 0,61% 3,08% Belo Horizonte R$ 6.396 0,32% 3,49% Fortaleza R$ 6.009 -0,82% -3,77% Recife R$ 5.883 0,40% -1,54% São Caetano do Sul R$ 5.845 -0,11% -1,52% Curitiba R$ 5.701 0,31% 0,72% Vitória R$ 5.680 -0,13% -1,24% Porto Alegre R$ 5.632 -0,29% -0,68% Campinas R$ 5.553 -0,08% -0,68% Santos R$ 5.374 -0,37% 0,18% Santo André R$ 5.280 -0,41% -0,34% Salvador R$ 5.038 -0,07% -0,57% São Bernardo do Campo R$ 4.864 -0,11% 0,06% Vila Velha R$ 4.630 -0,26% 1,16% Goiânia R$ 4.096 -0,04% 0,10% Contagem R$ 3.533 0,07% -0,74% Veja tambémSEU DINHEIROO que mudou no financiamento de imóveis da Caixaquery_builder 27 set 2017 - 05h09SEU DINHEIROOnde é mais barato (e mais caro) alugar imóvel em São Pauloquery_builder 23 set 2017 - 07h09