BBVA venderá ativos imobiliários ao fundo Cerberus por € 4 bi

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BBVA: operação deve ser concluída no segundo semestre de 2018 (Carlos Alvarez/Getty Images)O banco espanhol BBVA anunciou nesta quarta-feira que venderá a maioria de seus ativos imobiliários ao fundo americano Cerberus Capital Management por 4 bilhões de euros. Com a operação, que deve ser concluída no segundo semestre de 2018, o BBVA cederá ao Cerberus 80% de uma estrutura que reúne o conjunto dos ativos avaliados em aproximadamente 5 bilhões de euros. A operação é a segunda de grande porte anunciada pelo banco em dois dias. Na terça-feira, o BBVA informou que estava disposto a aceitar uma oferta de 2,2 bilhões de dólares do Scotiabank para vender 68% de sua filial no Chile. A operação anunciada nesta quarta-feira permitirá ao BBVA, segundo maior banco espanhol, retirar de suas contas boa parte dos ativos imobiliários “tóxicos” acumulados durante a crise econômica (2008-2013).

Minha Casa abrange 78% dos lançamentos imobiliários desde 2008

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Mercado: auge foi observado em 2014, quando o setor arrecadou 25,1 bilhões de reais (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)São Paulo – As incorporadoras imobiliárias lançaram um total de 6,3 milhões de unidades entre 2008 e 2017, sendo que 77,8 por cento dentro do programa habitacional Minha Casa Minha Vida, mostrou estudo divulgado nesta terça-feira pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Os empreendimentos de médio e alto padrão corresponderam a 20,7 por cento dos lançamentos desde 2008 até agosto deste ano, enquanto imóveis comerciais representaram 1,6 por cento, destacou o economista da Fipe, Eduardo Zylberstajn, ao apresentar o estudo “Cadeia de valor e importância socioeconômica da incorporação imobiliária no Brasil”, em São Paulo. Segundo Zylberstajn, o setor respondeu pela criação média de 1,9 milhão de empregos por ano em todo o país entre 2010 e 2017. “O pico da geração de empregos foi em 2014, quando foram gerados 2,5 milhões de vagas”, comentou o economista. O estudo apontou, ainda, que a arrecadação de impostos com incorporação imobiliária e atividades relacionadas foi de 157,4 bilhões de reais entre 2010 e 2017, o equivalente a uma media de 19,7 bilhões de reais por ano. O auge também foi observado em 2014, quando o setor arrecadou 25,1 bilhões de reais. Recuperação e distratos O presidente Abrainc, Luiz Antonio França, disse no mesmo evento que a retomada da economia já pode ser percebida nos indicadores industriais e que as atividades de incorporação imobiliária e as reformas são cruciais para o Brasil sair da recessão. “O governo está ciente dos problemas enfrentados e busca reduzir os custos… A reforma da previdência é o próximo marco dessa fase”, afirmou França durante o lançamento da campanha “Do mesmo lado”, na qual a entidade se posiciona “ao lado do crescimento do país”. Ele disse, contudo, que as incorporadores e investidores do setor imobiliário precisam da regulamentação dos distratos para se sentirem seguros em aplicar dinheiro nos empreendimentos. “A regra trará recursos e segurança para os investimentos no setor”, disse França.

Estoque de imóvel novo cai 21,5% em SP, aponta Secovi-SP

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São Paulo: desde maio, as incorporadoras têm conseguido reduzir o estoque de imóveis (Germano Lüders / EXAME/Revista EXAME)São Paulo – O respiro do mercado imobiliário nos últimos meses, com o aumento das vendas impulsionado pela queda dos juros, fez com que o estoque de imóveis novos na cidade de São Paulo caísse 21,5% em setembro, na comparação com o mesmo mês de 2016. O dado é do Secovi-SP (entidade do setor) e mostra que no mês 19,2 mil unidades lançadas há até três anos ainda não tinham sido vendidas. O estoque é alto, mas em setembro de 2016 eram 24,4 mil. Desde maio, as incorporadoras têm conseguido reduzir o estoque de imóveis. Esse movimento alivia um dos principais desafios do setor desde o ano passado: vender as unidades que haviam sido lançadas na cidade antes da crise e que ainda pesavam nas contas das incorporadoras. O presidente do Secovi-SP, Flavio Amary, diz que as empresas têm se esforçado para não errar na mão no volume de lançamentos. “Pontualmente, em alguma região da cidade, ainda pode existir um descasamento de oferta maior que a demanda. Na média, a gente percebe pelos números que o mercado tem sentido que já há mais espaço para voltar a lançar empreendimentos.” Ainda há muita cautela nos lançamentos. O consumidor parece mais confiante para comprar um imóvel e as empresas se programam para atender à essa demanda, mas não querem correr o risco de ficar com mais imóveis encalhados, em um cenário de incertezas na política e de alto desemprego. Segundo dados da Embraesp, a capital paulista teve um total de 2.252 unidades residenciais lançadas em setembro, 4% mais que um ano antes. “O que aconteceu foi que o aumento no número de lançamentos foi postergado por conta da crise e ocorreu principalmente a partir do segundo semestre. Como os Estados têm se recuperado em velocidades diferentes, a volta dos lançamentos e a queima dos estoques de imóveis também ocorrem em níveis distintos em cada lugar. São Paulo deve liderar esse movimento, enquanto no Rio de Janeiro a recuperação é mais lenta”, diz a economista Priscila Trigo, do Bradesco. Vendas Em setembro, foram vendidos 1.819 imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo. O resultado representa uma alta de 5,9% em relação às 1.717 unidades comercializadas no mesmo mês de 2016. Em 12 meses, o Valor Global de Vendas (VGV) foi de R$ 10,2 bilhões – esse número mostra o potencial de venda de todas as unidades lançadas no período. A política de queda dos juros tem tido papel importante na retomada dos negócios. No fim de outubro, o Banco Central fez um novo corte na Selic, a taxa básica de juros, para 7,5%. Também houve um aumento nos financiamentos imobiliários que usam recursos da poupança, que atingiram R$ 3,41 bilhões em setembro, uma alta de 8,2% em relação ao mesmo mês de 2016, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). O presidente do Secovi-SP avalia que a demanda reprimida por imóveis deve fazer com que os preços voltem a subir. “Os preços estão estáveis há muito tempo. Ainda é cedo para afirmar quando vai começar o novo ciclo de valorização imobiliária, mas ele virá.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Preço do aluguel cai pelo quinto mês consecutivo em outubro

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RIO DE JANEIRO: o mundo pede hoje é a redescoberta de valores clássicos, pré-cristãos, como a convivência e a contemplação, unidos a uma disposição de amar a todos do catolicismo / Matthew Stockman / Getty Images (Matthew Stockman/Getty Images)São Paulo – O preço dos imóveis para alugar caiu pelo quinto mês consecutivo em outubro. O valor médio de locação recuou 0,28% no mês, segundo o Índice FipeZap de Locação, que acompanha a variação nos valores de apartamentos anunciados em 15 cidades brasileiras. Isso significa que o poder para negociar preço segue na mão de quem aluga. Desde o início do ano, o preço médio de locação caiu 0,64%. No entanto, a inflação acumulada em 2017, medida pelo IPCA,  foi de 2,21%. Ou seja, a queda real do Índice FipeZap de Locação no período foi de 2,79%. A queda real é registrada quando o valor de um determinado bem tem uma alta inferior ao aumento generalizado dos preços, medido por índices inflacionários, como o IPCA. Vale destacar que a variação real não é obtida com uma simples subtração. Para realizar o cálculo, é preciso dividir a oscilação dos preços pela variação da inflação. Nos últimos 12 meses até outubro, o aluguel residencial caiu 0,77% e a queda real foi de 3,38%. Entre as cidades monitoradas, as maiores quedas nos preços nos últimos 12 meses foram no Rio de Janeiro (-8,59%) e Campinas (-4,30%). Já entre as regiões que registraram aumento de preço, se destacam Recife (+3,82%), Distrito Federal (+3,26%) e São Bernardo do Campo (+3,15%). Veja o comportamento dos preços de aluguel nas 15 localidades pesquisadas pelo Índice FipeZap de Locação: Cidade Variação do preço em outubro Variação do preço nos últimos 12 meses Goiânia 1,22% Não disponível Curitiba 0,97% 1,93% Recife 0,43% 3,82% São Bernardo 0,27% 3,15% Salvador 0,08% 2,16% Belo Horizonte -0,02% 2,87% Porto Alegre -0,03% -1,12% Fortaleza -0,11% Não disponível São Paulo -0,21% 2,00% Campinas -0,26% -4,30% Santos -0,37% 1,83% Distrito Federal -0,41% 3,26% Florianópolis -0,45% Não disponível Rio de Janeiro -1,06% -8,59% Niteroi -1,12% Não disponível Veja o preço médio do metro quadrado anunciado em cada cidade: Cidade Preço médio do metro quadrado em setembro, em R$ São Paulo 35,60 Rio de Janeiro 32,14 Distrito Federal 29,68 Santos 28,58 Recife 24,20 Florianópolis 22,20 Niteroi 21,34 Porto Alegre 21,15 Campinas 20,58 Belo Horizonte 20,12 Salvador 19,68 São Bernardo 18,89 Curitiba 16,80 Fortaleza 16,22 Goiânia 15,03 O Índice FipeZap de Locação é desenvolvido em conjunto pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e pelo site de classificados Zap Imóveis, com base em anúncios da internet. A pesquisa não incorpora no cálculo a correção dos aluguéis em contratos vigentes, cujos preços são reajustados periodicamente.

Moradia popular puxa recuperação do mercado imobiliário

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Construção: Direcional, MRV e Tenda responderam por dois terços dos lançamentos e das vendas (Alexandre Battibugli/Revista EXAME)São Paulo – As empresas de construção que desenvolvem moradias populares, enquadradas no Minha Casa, Minha Vida, têm puxado a recuperação do mercado imobiliário. Direcional, MRV e Tenda responderam por dois terços dos lançamentos e das vendas do terceiro trimestre entre as 11 incorporadoras listadas na Bolsa. Juntas, as três lançaram empreendimentos com valor de vendas estimado em R$ 2 bilhões, um crescimento de 55,5% na comparação anual. As vendas no período totalizaram R$ 2,1 bilhões, avanço de 23,5%. “O protagonismo da faixa popular na recuperação acontece sobretudo por causa do crédito. Os empreendimentos mais baratos, do Minha Casa, Minha Vida, têm acesso a crédito mais em conta. Os juros altos no passado recente praticamente inviabilizavam o financiamento”, diz Pedro de Seixas, pesquisador da Fundação Getulio Vargas (FGV) e especialista em negócios imobiliários. Em São Paulo, imóveis com preços até R$ 240 mil lideraram em quase todos os indicadores de agosto, aponta o Secovi-SP (entidade do setor). No País, dados da Abrainc (associação de incorporadoras) mostram que as vendas de imóveis novos do Minha Casa, Minha Vida até agosto somaram 41,7 mil unidades, 23,6% mais que no mesmo período de 2016. Foram 33,4 mil lançamentos, alta de 13%. O copresidente da MRV, Eduardo Fischer, reitera a perspectiva de mais lançamentos e vendas em 2018. Ele também avalia que há boa disponibilidade de recursos para financiar a compra de imóveis com juros baixos, ao contrário do restante do mercado. “As sinalizações do governo são de que a habitação popular é prioridade.” Já a Direcional avalia que ainda existe grande diferença no desempenho de cada ramo. Tanto o médio quanto o alto padrão sofrem com distratos, juros altos e baixa demanda. Diante disso, a companhia abandonou novos projetos nesse mercado. Mas no de moradias populares, a trajetória continua positiva. No grupo das empresas focadas tanto no médio quanto no alto padrão – Cyrela, Even, Eztec, Gafisa, PDG, Rossi, Rodobens e Tecnisa – o resultado na Bolsa foi mais modesto. Os lançamentos atingiram R$ 1,27 bilhão, alta de 4,6%. Já as vendas subiram 42,4%, para R$ 1,39 bilhão. As incorporadoras conseguiram aumentar lançamentos e vendas no terceiro trimestre, além de diminuir o tamanho do rombo financeiro, o que sinaliza uma inflexão no mercado imobiliário após anos de crise. Sair do vermelho, entretanto, é algo esperado só para meados de 2018, segundo empresários. Eles avaliam que o setor ainda depende de um avanço mais consistente da economia brasileira e da confiança dos consumidores para impulsionar as vendas e reduzir os estoques. O vice-presidente de Habitação Econômica do Secovi-SP, Rodrigo Luna, ressalta que o crescimento do setor depende da volta do emprego e da retomada da renda. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

ZAP e Viva Real unem operações em nova holding

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Viva Real: 19 vagas abertas (Divulgação/Divulgação)São Paulo – Os portais imobiliários ZAP e VivaReal anunciaram hoje, 17, que uniram suas operações, como EXAME antecipou ontem no blog Primeiro Lugar. A fusão também inclui as empresas Geoimovel, suahouse, sub100 e DataZAP, que passam a fazer parte do Grupo ZAP Viva Real. Juntas, as duas empresas têm 26 escritórios no Brasil e a expectativa é que recebam mais de 40 milhões de visitas mensais. São mais de 100 mil buscas de imóveis por hora nos portais. De acordo com nota, o objetivo é aproveitar os diferenciais dos dois negócios. “Com esta aliança, o ZAP terá a oportunidade de melhorar a proximidade com os corretores e o Viva Real terá ganho de inteligência de mercado e se tornará mais conhecido do público final”, afirma Lucas Vargas, CEO do Viva Real, que assume a posição de CEO do Grupo ZAP Viva Real. O ZAP é um portal especialista em imóveis e pertencente ao Grupo Globo. Ele reúne informações de mercado e mais de 40 diferentes soluções e informações para quem quer alugar, comprar ou vender. O Viva Real é uma plataforma digital que conecta imobiliárias, incorporadoras e corretores com consumidores, com mais de 5 milhões de anúncios para compra e locação em mil cidades brasileiras. Inicialmente, as marcas seguirão operando individualmente e as estruturas operacionais, política de preços e produtos oferecidos aos anunciantes serão mantidos separadamente. “A complementaridade das duas companhias oferece uma grande oportunidade para potencializarmos soluções e produtos para toda a cadeia imobiliária brasileira”, afirma Eduardo Schaeffer, CEO do ZAP, que passa à posição de co-presidente do conselho do grupo recém-criado. Brian Requarth, fundador do Viva Real, se junta a Schaeffer na co-presidência do conselho.

Imóveis têm até 40% de desconto na Black Friday

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Chave de casa: descontos serão oferecidos até o dia 30. (iStock/Thinkstock)São Paulo – Quem está buscando imóveis já encontra descontos antes da Black Friday, data promocional do varejo que será realizada no dia 24 de novembro. Os portais de classificados Zap e VivaReal, além da rede de imobiliárias Lello, anunciam reduções de até 40% no preço de imóveis para alugar, comprar e também em planos de assinatura para anunciantes. A Lello oferece, até o dia 30, 1,2 mil imóveis residenciais e comerciais com até 39% de desconto na cidade de São Paulo e no Grande ABC. Há unidades para venda e também para locação. Para visualizar oportunidades, basta entrar no site da campanha. O desconto médio das unidades é de cerca de 15%. O imóvel com o maior desconto para compra (32%) é um sobrado de vila na Mooca, bairro da zona leste de São Paulo. Com 120 metros quadrados, três quartos e uma vaga de garagem, o proprietário da unidade baixou o preço de 550 mil reais para 375 mil reais. Veja tambémSEU DINHEIROProcon divulga “lista suja” de lojas para evitar na Black Fridayquery_builder 14 nov 2017 - 22h11SEU DINHEIROOs produtos com os maiores descontos na Black Fridayquery_builder 10 nov 2017 - 12h11SEU DINHEIROO que você deve saber para se preparar para a Black Friday 2017query_builder 8 nov 2017 - 05h11 Já o preço de compra de um apartamento com 146 metros quadrados, três dormitórios e duas vagas de garagem em Perdizes, bairro da zona oeste da cidade, caiu de 1,18 milhão de reais para 990 mil reais. Entre os imóveis para locação, o maior desconto, de 39%, é registrado em um apartamento na República, no centro da cidade. A unidade tem 400 metros quadrados, três quartos e uma vaga de garagem, e o seu aluguel caiu de 8 mil reais para 4,9 mil reais nesse mês. Já o aluguel de um apartamento no bairro da Saúde, com 145 metros quadrados, dois quartos e três vagas de garagem, baixou de 2,3 mil reais para 1.840 reais, um desconto de 20%. O Zap não irá promover descontos em imóveis anunciados, mas irá oferecer preços especiais em todos os planos para quem deseja anunciar no portal. Os planos terão descontos a partir de 15% e a promoção vai até o dia do evento. O maior desconto será de 30% e ficará disponível nos planos semestrais e anuais apenas nesta sexta-feira (17). Na promoção, o plano anual passa de 759,90 reais para 531,93 reais, e o semestral de 599 reais para 419,30 reais. Para mais detalhes de valores, planos e descontos, o usuário deve acessar o site. Até o dia 30 de novembro o portal de classificados imobiliários VivaReal participa da Black Friday pela quarta vez. Durante todo o mês os consumidores podem acessar o site da campanha para encontrar imóveis com descontos em diversas cidades do Brasil, como São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Porto Alegre e Curitiba. Esse ano, a cada dia três imóveis terão preços promocionais. Entre as ofertas desta quinta-feira, está a de um apartamento pronto para morar no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro. O valor do imóvel, com 60 metros quadrados, dois quartos e duas vagas de garagem, parte de 423 mil reais, um desconto de 10% (o valor fora da promoção sobe para 473 mil reais). Evento exige cautela   Ao adquirir um imóvel em promoção, é importante que o consumidor se certifique que o prometido verbalmente encontra-se devidamente registrado em contrato, nas plantas e no memorial descritivo do imóvel. Neste caso, o material publicitário pode ser uma forma de comprovação do direito do consumidor, aconselha a Associação Brasileira dos Mutuários (ABMH). A associação também alerta sobre os riscos de um negócio mal feito ou realizado às pressas sem o devido cuidado. Mesmo que as promoções terminem no final do mês, havendo qualquer tipo de dúvida sobre a manutenção da oferta e manutenção dos benefícios apresentados pelo fornecedor, é melhor optar por não fazer o negócio, recomenda. O consumidor precisa ainda ter cuidado e verificar se que é ofertado na promoção já não é um direito seu. Na aquisição do primeiro imóvel, por exemplo, alguns direitos já estão resguardados por lei, como isenção de ITBI e desconto de 50% em despesas cartorárias.

As alternativas à Caixa para financiar imóveis

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casal compra imóvel (Tijana87/Thinkstock) São Paulo – A Caixa costuma ser a primeira opção quando o tema é financiamento de imóveis, principalmente por conta das taxas de juros atraentes de suas linhas subsidiadas. Mas, diante de uma dificuldade do banco para alocar recursos, quem tem pressa para obter o financiamento não tem outra opção a não ser pesquisar as condições oferecidas pelos concorrentes. O conselho vale para os mutuários que têm renda familiar mensal de mais de 4 mil reais e, portanto, não se enquadram nas faixas 1 e 2 do programa Minha Casa Minha Vida. Isso porque o banco anunciou que irá priorizar o financiamento de imóveis populares, que atendem consumidores com renda mais baixa. Ou seja, para famílias que ganhem até 4 mil reais, os financiamentos na Caixa seguem sendo aceitos normalmente. Veja tambémSEU DINHEIROSem dinheiro, foco da Caixa será financiar imóveis popularesquery_builder 7 nov 2017 - 13h11 Enquanto busca alternativas para cumprir regras de alocação de capital (principalmente em ter as reservas necessárias exigidas a cada financiamento concedido), o banco não está aceitando novas propostas de financiamento para linhas que utilizam recursos da poupança, enquadradas no SBPE e destinadas a famílias com renda maior do que 4 mil reais. Quem busca essas linhas tem hoje, portanto, quatro opções: Bradesco, BB, Santander e Itaú. O impacto da suspensão de novas propostas na Caixa é grande, já que o banco responde, hoje, por cerca de 40% das concessões no segmento. O banco ressalta, no entanto, que continua a aceitar novas propostas de financiamento para a faixa 3 do programa Minha Casa Minha Vida e na linha Carta de crédito FGTS, que atende famílias com renda de até 7 mil reais. Contudo, além de ambas as linhas financiarem um valor restrito de imóveis (até 240 mil reais, e somente novos), o banco não descarta que em ambas o processo de aprovação do crédito pode ser mais lento, por conta do ajuste de capital pelo qual está passando. Diferenciais dos concorrentes Para quem busca imóveis usados, por exemplo, os concorrentes da Caixa já têm, de saída, uma ampla vantagem em relação ao banco líder no mercado de crédito imobiliário: o porcentual máximo de financiamento do imóvel, que é de mais de 75% em todos eles. A Caixa passou a financiar, a partir de setembro, apenas 50% do valor de imóveis usados em todas as suas linhas. Mas, além dessa vantagem, Marcelo Prata, especialista em crédito imobiliário e diretor do Canal do Crédito, aponta que quem buscar crédito imobiliário nos concorrentes encontra mais facilidades do que há dez anos. “Os privados aprenderam a conceder crédito imobiliário. As condições encontradas não vão divergir muito das encontradas na Caixa”. Prata ressalta que é a primeira vez que os bancos se descolam das restrições de crédito da Caixa.”Antes, se a Caixa restringia o crédito, os bancos restringiam também. Mas agora vemos que eles continuam a reduzir o valor de taxas e mantêm o financiamento de um alto porcentual do valor do imóvel. São realmente uma opção ao mutuário, que deve pesquisar todas as condições oferecidas pelo Custo Efetivo Total da Operação para não cair em pegadinhas como a de seguros caros”. Veja tambémSEU DINHEIROO BB é uma opção à Caixa no financiamento mais barato de imóvel?query_builder 20 jul 2017 - 05h07 O especialista diz que quem é correntista de um dos quatro bancos pode ter uma análise de crédito mais flexível do que teria na Caixa, caso não tenha conta corrente no banco público. “Quando o mutuário é correntista o banco consegue reunir mais informações e oferecer taxas melhores, além de aprovar o crédito com mais rapidez e facilidade”. Na falta de uma rede de correspondentes bancários como a da Caixa, os bancos vêm criando plataformas digitais e aplicativos para iniciar o processo de crédito imobiliário, analisa. O Banco do Brasil permite iniciar o processo de documentação por um app, e o Santander criou recentemente uma plataforma para ajudar quem quer pedir crédito para a compra de imóveis no banco. Veja abaixo o que os quatro concorrentes oferecem nas linhas financiadas com recursos da poupança, de acordo com valor do imóvel. Elas foram feitas pelo Canal do Crédito, site comparador de financiamentos: Valor do imóvel: R$ 300 mil Banco BANCO DO BRASIL ITAU SANTANDER BRADESCO Modalidade Aquisição PF – SFH SFH SFH SFH Porcentual de entrada 80% 75% 80% 80% Valor de entrada R$ 60.000,00 R$ 75.000,00 R$ 60.000,00 R$ 60.000,00 Valor do Financiamento R$ 240.000,00 R$ 225.000,00 R$ 240.000,00 R$ 240.000,00 Juros Efetivo (a.a.) 10,44% 10,50% 11% 10,50% Prazo 360 360 360 360 1° Parcela R$ 2.736,58 R$ 2.626,02 2880,,20 R$ 2.788,53 Valor final do Financiamento R$ 654.544,33 Não Informado R$ 649.443,92 R$ 657.070,45 CET 11,42 11,68% 11,98% 11,78% Valor do imóvel: R$ 500 mil Banco BANCO DO BRASIL ITAU SANTANDER BRADESCO Modalidade Aquisição PF – SFH SFH SFH SFH Porcentual de entrada 80% 75% 80% 80% Valor de entrada R$ 100.000,00 R$ 125.000,00 R$ 100.000,00 R$ 100.000,00 Valor do Financiamento R$ 400.000,00 R$ 375.000,00 R$ 400.000,00 R$ 400.000,00 Juros Efetivo (a.a.) 10,44% 10,50% 11% 10,50% Prazo 360 360 360 360 1° Parcela R$ 4.544,32 R$ 4.360,02 R$ 4.783,66 R$ 4.630,87 Valor final do Financiamento R$ 1.084.900,25 Não Informado R$ 107.641,33 R$ 1.087.054,93 CET 11,35% 11,60% 11,83% 11,62% Valor do imóvel: R$ 800 mil Banco BANCO DO BRASIL ITAU SANTANDER BRADESCO Modalidade Aquisição PF – SFH SFH SFH SFH Porcentual de entrada 80% 75% 80% 80% Valor de entrada R$ 160.000,00 R$ 200.000,00 R$ 160.000,00 R$ 160.000,00 Valor do Financiamento R$ 640.000,00 R$ 600.000,00 R$ 640.000,00 R$ 640.000,00 Juros Efetivo (a.a.) 10,44% 10,50% 11,00% 10,50% Prazo 360 360 360 360 1° Parcela R$ 7.255,90 R$ 6.961,05 R$ 7.638,86 R$ 7.394,40 Valor final do Financiamento R$ 1.730,444,70 Não Informado R$ 1.716.854,24 R$ 1.732.025,42 CET 11,30% 11,56% 11,72% 11,53% Todas as simulações consideram a taxa balcão, quando o cliente não tem relacionamento anterior com o banco. Caso o interessado pelo imóvel já seja cliente do banco, os juros nas linhas são menores. No Itaú, por exemplo, a taxa começa a partir de 10,5% para quem busca imóveis com valor abaixo de 1,5 milhão de reais. No Bradesco, os juros partem de 9,30% ao ano e, no Santander, de 9,49% ao ano. Cristiane Magalhães, diretora do Itaú Unibanco, conta que o banco chegou a diminuir, para 75%, o porcentual máximo do imóvel que é financiado pelo banco. Mas que voltou a aceitar até 80% do valor agora. “Podemos até financiar as taxas e impostos relacionados ao crédito e chegar a 82% do custo do crédito”, diz. A executiva ressalta que é interesse do banco gerar um relacionamento de longo prazo com clientes oferecendo crédito para a casa própria. “Estamos absolutamente abertos a novas propostas . Nosso foco é o cliente que ganhe a partir de 4 mil reais”. Ela cita como uma facilidade a validade de 90 dias da carta de crédito concedida pelo banco. “Queremos que o cliente tenha tranquilidade para encontrar o imóvel”. Leandro José Diniz, diretor de empréstimos e financiamentos do Bradesco, afirma que a taxa de aprovação de crédito imobiliário nas linhas operadas pelo banco é de 80% atualmente. “Não mudamos nossas condições. Pelo contrário: nos últimos seis meses as nossas taxas vêm diminuindo mês a mês”. O executivo diz que 30% do volume concedido é para famílias com renda de até 9 mil reais. O Santander baixou em julho a taxa para financiamento de imóveis. No banco, atualmente um imóvel pode ser financiado em até 35 anos e a renda mínima necessária do mutuário ou casal para financiar a casa própria é 2,5 mil reais. O Santander também aceitamos dois proponentes do financiamento sem relação parentesco, e, dependendo do segmento, comprometimento de até 35% da renda bruta. Para autônomos, aceita o comprovante bancário dos últimos três meses como modo de comprovar renda. Fabrizio Ianelli, superintendente executivo do Santander, diz que o banco chegou a restringir a concessão de crédito no ápice da crise mas que, agora, “há uma normalidade” na concessão de crédito para a casa própria. Marcelo Prata, do Canal do Crédito, aponta que quem contratar o crédito agora tem sempre a possibilidade de portar a dívida para a Caixa, caso ela volte a operar as linhas financiadas com recursos da poupança e ofereça condições melhores do que as dos concorrentes. Pró-Cotista é opção mais barata Antes de comparar as linhas de financiamento de imóveis com recursos da poupança nos quatro bancos concorrentes, o Banco do Brasil continua a oferecer a linha Pró-Cotista, a mais barata para quem não se enquadra no programa Minha Casa Minha Vida, com taxas de juros de 9% ao ano. Ela é destinada à compra de imóveis novos, com valor de até 1,5 milhão de reais, e usados, com teto de 950 mil reais, dependendo da região. Para contratar o BB Crédito Imobiliário Pró-Cotista, o cliente deve possuir conta ativa no FGTS e três anos de contribuições, consecutivas ou não. A linha, oferecida apenas pelos bancos públicos, está suspensa na Caixa até o ano que vem. *Texto atualizado às 20h55 para incluir os dados da linha do BB enquadrada no SFH nas simulações. O estudo havia considerado a linha Carteira Hipotecária, que financia imóveis mais caros.