Os 10 “cisnes cinzas” que podem sacudir 2018

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Cisne cinza em grupo de cisnes brancos (Kalispera Dell/Creative Commons)São Paulo – O conceito de “cisnes negros” foi criado por Nassim Nicholas Taleb para definir eventos imprevisíveis mas que geram fortes consequências, como o 11 de setembro. Como eles são por definição difíceis de prever, o banco japonês Nomura decidiu focar em “cisnes cinzas” no seu relatório para 2018: “São eventos improváveis mas de impacto que estão fora do cenário-base normal e dos cenários de risco da comunidade de analistas”, explica o texto. Veja quais são os 10 cisnes cinzas que estão no radar do Nomura para o ano que vem: Choque #1: O que os filmes nos dizem sobre 2018 Os filmes sobre o futuro erram muito, mas às vezes podem ser prescientes: o primeiro presidente negro americano, por exemplo, aparece no filme “O Presidente Negro”, de 1972. Por isso, o Nomura escolheu três filmes que se passam em 2018 para refletir sobre possíveis perigos. Eles são “O Exterminador do Futuro: A Salvação” (de 2009, sobre robôs em guerra com humanos), “Rollerball – Os Gladiadores do Futuro” (de 1975, sobre um governo que usa jogos violentos para distrair a população) e “Deu a Louca nos Nazis” (de 2012, sobre nazistas escondidos na Lua que voltam para dominar a Terra). Choque #2: A “Amazonificação” da inflação Um estudo recente de Kevin Kliesen, economista do Federal Reserve Bank em St. Louis, mostra como eficiência e controle de custos estão entre os fatores que permitem que a Amazon tenha preços tão baixos. Para competir, outras varejistas online fazem o mesmo. Some a isso o aumento da participação do e-commerce como um todo e fenômenos como automação, terceirização e flexibilidade do mercado de trabalho. O resultado seria a “Amazonificação da inflação”, ou uma desaceleração dos preços causada pela tecnologia. O fenômeno não é unanimidade entre economistas. Choque #3: As metas de inflação em 2% saem de moda Há controvérsia entre as razões, mas uma coisa é certa: Europa e Estados Unidos têm falhado constantemente em atingir suas metas de inflação. “Todo o sentido de ter metas de inflação é gerar confiança em onde a inflação estará no futuro. Erros frequentes e consistentemente em uma direção vão erodir esta confiança, e em algum ponto pode ser melhor admitir a derrota e mudar para uma base menor”, diz o texto do Nomura. Choque #4: Um Estados Unidos da Europa A Europa pode caminhar para uma maior integração por três razões. Uma delas é a perspectiva de calmaria política: se a Alemanha conseguir formar um governo e não houver surpresa na eleição italiana (entre março e maio), o calendário adiante está relativamente tranquilo. O segundo motivo seria a superação do choque do Brexit, fortalecendo as relações já existentes, e o terceiro é que a Europa teve seu melhor ano em uma década e é melhor “consertar o teto com o sol brilhando”. Choque #5: Outra virada política no Reino Unido 2017 foi o ano em que a primeira-ministra britânica Theresa May convocou uma eleição para consolidar seu apoio e acabou quase perdendo o posto. 2018 pode ser o ano em que seu governo cai de vez. As negociações dos termos de saída da União Europeia continuam apesar da maioria dos britânicos já considerar que a decisão foi um erro. Seria possível fazer um referendo para cancelar o Brexit ou para aprovar (ou não) um acordo final? Veremos. Choque #6: Bitcoin começa a movimentar outros mercados O bitcoin foi um dos assuntos do ano, com picos de valorização e a estreia da negociação de contratos futuros na bolsa de Chicago. O Nomura calcula que o valor de mercado de todas as criptomoedas já chegue a quase meio trilhão de dólares. Chega uma hora em que essa escala (e risco) passa a bater em outros ativos e mercados. Um exemplo: energia, com estimativas de que só a mineração do bitcoin já usa o equivalente em eletricidade de toda a Dinamarca. Choque #7: O declínio do mercado imobiliário = cortes de juros? Os últimos anos foram de valorização forte dos mercados imobiliários de países como Austrália e Canadá, impulsionadas por crescimento econômico, juros baixos e dinheiro fluindo globalmente. A reação veio com aumento da oferta e aperto da regulação e dos financiamentos. Mas se o processo for revertido rápido demais, o risco é que a economia sofra e que os bancos centrais se vejam obrigados a interromper as altas de juros ou mesmo voltar a fazer cortes. Choque #8: Uma guerra por procuração no Oriente Médio “Em anos recentes, os conflitos no Oriente Médio tenderam a começar com um estouro, mas depois assumiram um caráter de ‘baixa intensidade'”, diz o Nomura, apostando neste cenário-base para 2018. Isso pode mudar, por exemplo, se houver uma reação forte do Hamas na Palestina e do Hezbollah no Líbano contra a decisão de Donald Trump de colocar a embaixada americana em Jerusalém. Israel poderia decidir revidar além de suas fronteiras e haveria impacto em cadeia sobre ativos, preço do petróleo e inflação. Choque #9: “Vá para o helicóptero!” Um helicóptero jogando cédulas pela janela: a metáfora ilustra a possibilidade de que para estimular a economia, os bancos centrais poderiam dar dinheiro diretamente para os cidadãos gastarem como quiser. A ideia saiu de moda quando a recuperação econômica tomou força, mas o Nomura acredita que o Japão pode chegar a este extremo se o presidente Shinzo Abe decidir colocar um nome novo no banco central do país ao invés de renovar o mandato do presidente atual. Choque #10: Um estouro da alavancagem oculta? O banco central americano passou anos com uma postura de acomodação, e o risco é que ao aumentar juros e drenar liquidez do sistema, ele acabe expondo quem está alavancado demais. Alguns candidatos: bancos regionais com exposição ao mercado imobiliário comercial e os setores de empréstimos subprime para automóveis e de empréstimos estudantis. Veja tambémECONOMIAÍndia pode se tornar quinta maior economia mundial em 2018query_builder 26 dez 2017 - 15h12ECONOMIAMercado vê inflação menor e Selic abaixo de 7% em 2018query_builder 26 dez 2017 - 11h12MUNDORússia: o país para se olhar em 2018query_builder 27 dez 2017 - 09h12

IGP-M sobe 0,89% em dezembro, mas cai 0,52% em 2017

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Imóvel: o IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis (Photobuay/Thinkstock)São Paulo – O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) acelerou a alta a 0,89 por cento em dezembro, ante 0,52 por cento em novembro, mas ainda assim terminou 2017 com deflação de 0,52 por cento diante da queda dos preços no atacado. A leitura divulgada nesta quinta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV) ficou abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 0,92 por cento no mês. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60 por cento do indicador geral, subiu em dezembro 1,24 por cento, ante 0,66 por cento no mês anterior, mas acumulou em 12 meses queda de 2,55 por cento. As Matérias-Primas Brutas subiram 2,5 por cento, contra queda anterior de 0,68 por cento, e no acumulado do ano elas recuaram 11,35 por cento. O movimento de dezembro foi influenciado principalmente pelo comportamento dos itens minério de ferro, bovinos e leite in natura. . Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com peso de 30 por cento no IGP-M, subiu 0,30 por cento no último mês do ano, ante 0,28 por cento em novembro, com inflação acumulada de 3,14 por cento em 2017. A maior contribuição para o IPC em dezembro foi dada pelo grupo Alimentação, que avançou no período 0,13 por cento, contra recuo anterior de 0,19 por cento, com destaque para o comportamento do item laticínios. Em 12 meses, entretanto, o item alimentação teve deflação acumulada de 0,48 por cento. Também tiveram acréscimos em suas taxas de variação neste mês os grupos Educação, Leitura e Recreação, Vestuário, Transportes, Saúde e Cuidados Pessoais, além de Despesas Diversas. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, desacelerou a alta a 0,14 por cento em dezembro, sobre 0,28 por cento em novembro, terminando o ano com avanço acumulado de 4,02 por cento. O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis.

Bitcoins ganham espaço na compra de imóveis de alto padrão

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Bitcoin: a moeda acumula valorização de cerca de 1.500% neste ano (Benoit Tessier/Illustration/Reuters)São Paulo – O bitcoin começa a ser aceito por construtoras de imóveis residenciais de alto padrão do país, que apostam no uso da moeda digital para diversificar opções financeiras e usar a crescente popularidade da criptomoeda como forma de promoção da imagem de inovação. A mineira Katz Construções anunciou nesta quinta-feira que passou a aceitar bitcoin como pagamento em todo seu portfólio de imóveis já lançados e futuros, apesar do custo da transação com a moeda ser maior que o realizado em reais, afirmou o presidente da companhia, Daniel Katz. “Na verdade, o custo (da venda com bitcoin) é um pouco maior, porque vou pagar 1 por cento de comissão para transformar em real…Mas é uma diversificação de ativos pois vamos manter parte do lucro da venda em bitcoins”, disse o executivo, filho do fundador da empresa fundada em 1975. O bitcoin é a criptomoeda mais usada no mundo. A moeda acumula valorização de cerca de 1.500 por cento neste ano, mas não sem passar por forte volatilidade como a ocorrida na quarta-feira, quando perdeu quase 20 por cento do valor em relação à máxima atingida três dias antes, de 19.666 dólares. Na semana passada, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, fez um novo alerta para o risco de bolha no mercado de moedas digitais e chegou a classificá-las como “pirâmide” e passíveis de serem usadas em crimes. A Katz, que tem uma carteira de 50 milhões de reais em imóveis, não é a única a aceitar bitcoins como pagamento. A rival de maior porte Tecnisa começou a vender apartamentos por meio de bitcoins em 2014, mas só nesta semana conseguiu as duas primeiras vendas, em meio ao que chamou de “crescimento exponencial” no volume de consultas de interessados em fazer negócio com a moeda no mês passado. “Quando lançamos essa opção tivemos muita procura, mas pouco negócios porque o valor da moeda estava baixo e não tinha tanta liquidez. Agora, com a valorização que teve, elevou a liquidez”, disse Romeo Busarello, diretor de marketing da Tecnisa. “Quem estava com bitcoin há algum tempo, está realizando esse ganho transformando em apartamento”, disse o executivo. Os imóveis vendidos com bitcoin pela Tecnisa, que afirma ser a primeira construtora listada em bolsa do mundo a aceitar a moeda digital, foram um apartamento na cidade de São Paulo e um outro em Jundiaí, no interior paulista. Katz afirmou que a empresa decidiu aceitar bitcoin mesmo sem uma demanda específica de clientes, mas apostando no potencial de valorização da criptomoeda e na atração de investidores internacionais com interesse em empreendimentos como um condomínio de luxo lançado por sua construtora no sul da Bahia. “Hoje, com juro a 7 por cento, estamos em um dos melhores momentos para se comprar imóvel. E o investidor que comprou bitcoin a 80 dólares tem oportunidade de ganho gigantesco que poderá transferir para o mercado imobiliário”, disse Katz. Ele acrescentou que a Katz, que cobra preço médio de 700 mil a 1 milhão de reais por apartamento, vai ingressar no mercado paulistano em 2018, com um edifício residencial a ser lançado no bairro classe média alta de Moema e que também poderá ser adquirido com bitcoins. Na Tecnisa, os novos negócios com bitcoins envolvem outros 11 imóveis que estão sendo negociados com 10 clientes, dos quais metade estão em fase avançada de conclusão e o restante deve ficar para 2018, disse Busarello. A Tecnisa tem 25 mil imóveis em estoque, formando uma carteira de 1 bilhão de reais. “Ninguém arrisca o valor das criptomoedas no futuro, mas elas vieram para ficar”, disse o executivo da Tecnisa. “Não temos ambição nenhuma de transformar bitcoin em nossa principal forma de negócio, mas aceitar a moeda viraliza, dá ‘buzz’ (notoriedade).” Diferente da Katz, e por ser empresa listada em bolsa, a Tecnisa precisa converter todas as bitcoins que recebe em reais antes de concluir a operação, trabalhando com a corretora brasileira Bitfox. “Nunca tivemos intenção de transformar a bitcoin em vantagem competitiva”, afirmou o executivo. Segundo ele, a Tecnisa paga um “ágio” de 5 por cento ao comprador de imóveis da empresa que usem bitcoins e está pensando e elevar este percentual para 2018 “para vender mais”. Veja tambémSEU DINHEIROComprei um molho de tomate com bitcoin, e paguei R$ 26 em taxasquery_builder 21 dez 2017 - 10h12

Investir no mercado imobiliário: retorno de 10% a 20% ao ano

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(Urbe.me//Investir no mercado imobiliário: retorno de 10% a 20% ao ano/Divulgação)A plataforma de investimentos em projetos imobiliários Urbe.me viabiliza o investimento em projetos inovadores que vão desde o Minha Casa Minha Vida até imóveis de alto luxo. Os projetos disponibilizados este ano na plataforma possuem rentabilidades entre 110% do CDI e 20% ao ano. Para se cadastrar no Urbe.me e conhecer os projetos, clique aqui. Com apenas mil reais já é possível investir e as captações têm prazo médio de 30 dias, mas quem deixar para investir na última hora provavelmente perderá a oportunidade: “Nas nossas últimas quatro captações conseguimos encerrar antes do prazo, e geralmente não chegamos nem à metade do prazo estipulado”, afirma Paulo Deitos, sócio-fundador do Urbe.me. O investimento é efetivado por meio de contratos de dívida conhecidos como contratos de mútuo. Além da rentabilidade projetada, a incorporadora garante aos investidores um pagamento mínimo que geralmente fica entre 110% e 120% do CDI sobre o dinheiro aplicado, isso no caso de a projeção de rentabilidade não se concretizar. O único custo envolvido na operação é o Imposto de Renda. O tributo incide com alíquota de 15% sobre o ganho de capital e é retido diretamente na fonte. Investir em um projeto leva poucos minutos. É preciso apenas criar um cadastro rápido na plataforma do Urbe.me – que você pode fazer clicando aqui –, reservar o valor desejado e enviar o dinheiro para uma conta de pagamentos terceirizada. Feito isto, a plataforma efetivará a participação do investidor. Na plataforma do Urbe.me, o investidor ainda pode encontrar todas as informações relativas à oferta, incluindo o estudo de viabilidade econômico-financeira do projeto e o alvará da obra. Após a oferta, os investidores continuam recebendo relatórios trimestrais contendo informações sobre o andamento das obras, as unidades vendidas e o preço de venda. – (Urbe.me//Investir no mercado imobiliário: retorno de 10% a 20% ao ano/Divulgação) Inovação não só no modelo de captação, mas também nos parceiros A plataforma procura sempre oferecer projetos com construtoras inovadores, como é o caso na parceria entre Tecverde e Formanova. A Tecverde surgiu depois que os fundadores participaram de uma viagem à Alemanha, que rendeu um convênio com o Ministério da Economia do estado de Baden-Württemberg. Com a transferência de tecnologia subsidiada pelos alemães e com o aporte obtido por meio de investidores-anjo e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), inaugurou a primeira fábrica no final de 2010, em Pinhais, região metropolitana de Curitiba. O sistema foi aprovado para construções de habitações de interesse social e, em 2013, depois de homologada a tecnologia, foi autorizada pelo Ministério das Cidades a produção de moradias do programa Minha Casa Minha Vida, e é a única construtora a ter tais homologações com este sistema construtivo. Em 2014 uma nova fábrica foi instalada com maior capacidade de produção e linhas totalmente automatizadas, sendo a maior fábrica industrializada de casas em wood frame na América Latina. Hoje, a Tecverde é reconhecida no mercado pelo empreendedorismo de seus sócios e equipe, pela capacidade de inovação não apenas no mercado da construção civil e é referência em soluções eficientes e sustentáveis. Esses atributos despertaram o interesse do fundo norte-americano GEF (Global Environment Fund), especializado em investimentos em empresas de alto crescimento e que se destacam pela eficiência sócio-ambiental. Ao trabalhar com projetos do Minha Casa Minha Vida em diversas cidades do Brasil, Tecverde e Formanova, sempre se preocupam não só com a localização, posicionando o projeto perto de mercados, escolas, hospitais, bancos, padarias, farmácias e muito mais, como também com o conforto dos seus futuros moradores. Nesse sentido, constroem casas eficientes em termos térmicos e estruturas fabricadas no intuito de barrar a umidade. O Sistema Construtivo Tecverde, conta com 70% das etapas alocadas em ambiente fabril, com controle de qualidade e eficiência do produto e processos. Os materiais aplicados nos painéis passam por controle de qualidade em todo o processo produtivo e inspeção final no canteiro de obras. Para conhecer os projetos, clique aqui e faça um cadastro rápido na plataforma do URBE.ME. – (Urbe.me//Investir no mercado imobiliário: retorno de 10% a 20% ao ano/Divulgação)

Vendas de imóveis crescem 5,3% de janeiro a outubro de 2017

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Imóveis: nos últimos 12 meses, tanto os lançamentos (78,8 mil unidades) quanto as vendas (107,5 mil unidades) de imóveis novos cresceram (Matthew Stockman/Getty Images)São Paulo – As vendas de imóveis novos têm crescido ao longo do ano, ao mesmo tempo em que recuam os cancelamentos de negócios – os chamados distratos – revela pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em parceria com a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc). A pesquisa mostra que entre janeiro e outubro as vendas de imóveis novos cresceram 5,3% ante igual período do ano passado, para 87.618 unidades. Já os lançamentos de imóveis novos totalizaram 58.971 unidades entre janeiro e outubro de 2017, alta de 18% em relação ao registrado no mesmo período do ano anterior. Nos últimos 12 meses, tanto os lançamentos (78,8 mil unidades) quanto as vendas (107,5 mil unidades) de imóveis novos cresceram – respectivamente, 15,8% e 5,1% em relação ao registrado no período imediatamente anterior. Na divisão por segmento, contudo, é possível identificar diferenças no desempenho dos empreendimentos residenciais de médio e alto padrão (MAP) e dos empreendimentos residenciais vinculados ao programa Minha Casa Minha Vida (MCMV). Segundo a pesquisa, os lançamentos residenciais de médio e alto padrão recuaram 9,7% nos últimos 12 meses, enquanto as vendas do segmento ainda acumulam queda de 13,6% frente ao período precedente. Já o número de lançamentos residenciais do programa MCMV aumentou 25,5% nos últimos 12 meses em relação ao período anterior, tendência positiva acompanhada pelo aumento expressivo no volume de vendas (+29,7%), na mesma base de comparação. Considerando todos os segmentos, foram contabilizados 35,6 mil distratos nos últimos 12 meses, o equivalente a 33,1% das vendas de imóveis novos. No mesmo período, a relação entre distratos e vendas do segmento médio e alto padrão foi de 45,6% enquanto esse porcentual foi de 18,1% entre empreendimentos MCMV. Levando-se em conta a safra de lançamentos mais antiga na série histórica (1º trimestre de 2014), a proporção de distratos entre as unidades vendidas do segmento médio e alto padrão é de 34%, porcentual que supera o registrado para a mesma safra de empreendimentos do programa MCMV (20,8%). Os dados abrangem imóveis novos, dos segmentos residencial, comercial e loteamentos, desenvolvidos por 20 empresas associadas à Abrainc, com atuação espalhada por diversos Estados e concentração na Região Sudeste.

Uso do FGTS para pagar prestações atrasadas da casa é prorrogado

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Medida beneficia endividados, mas regra não permite usar o valor do FGTS para quitar toda a parcela (./Thinkstock)São Paulo – A medida que permite aos trabalhadores usarem o FGTS para pagar parcelas do financiamento do imóvel em atraso foi prorrogada, anunciou o Ministério do Trabalho. O prazo, que se encerraria sem dezembro de 2017, foi estendido para até 31 de dezembro de 2018 em reunião do Conselho Curador do FGTS nesta terça, em Brasília. O objetivo da medida, segundo nota, é permitir que pessoas que atrasaram o pagamento de parcelas da casa própria consigam usar o Fundo de Garantia para regularizar a situação. Veja tambémSEU DINHEIROFinanciei um imóvel, mas minha renda diminuiu muito. O que faço?query_builder 28 maio 2017 - 06h05 Pela regra, no entanto, não é possível usar o valor do FGTS para quitar toda a parcela. O Fundo de Garantia pode cobrir apenas 80% do valor da parcela. Se o trabalhador tem uma parcela em atraso no valor de 1 mil reais, por exemplo, poderá usar apenas 800 reais do FGTS. Os outros 200 reais precisará pagar usando outro tipo de recurso. Além desse uso, por tempo limitado, o FGTS pode ser usado também em outras situações do financiamento habitacional, a qualquer momento. Além de utilizar o valor depositado no fundo para dar entrada no financiamento, durante todo o período da dívida o trabalhador também pode usar o dinheiro para pagar 80% do valor das parcelas em dia. Há também a possibilidade de, a qualquer momento, usar os recursos do fundo para abater do total da dívida ou até mesmo para quitar o pagamento.

Para 64% dos investidores institucionais, bitcoin é uma bolha

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Bitcoin: no Brasil, o preço da moeda já supera os R$ 50 mil no Mercado Bitcoin (Karen Bleier/AFP)São Paulo – Uma pesquisa publicada pela Natixis Investment Managers mostrou que 64% dos investidores institucionais acreditam que as altas sequenciais da cotação do bitcoin sejam indícios de que o mercado vive uma bolha. O levantamento foi feito com 500 investidores institucionais do mundo todo, responsáveis por mais de US$ 19 trilhões em ativos. Desde o momento em que a pesquisa foi feita até hoje, data da publicação, a moeda virtual já subiu mais de 56%. Nesta quinta-feira, o bitcoin superou o patamar de US$ 15 mil e caminha a passos largos para chegar a US$ 16 mil, conforme mostra a CoinDesk, principal consultoria do tema. No Brasil, o preço da moeda já supera os R$ 50 mil no Mercado Bitcoin.

Crédito imobiliário deve crescer 15% em 2018 frente a 2017

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Imóvel: o avanço deverá se concentrar nos empréstimos destinados à compra de moradias (AlexRaths/Thinkstock)São Paulo – O financiamento imobiliário com recursos originados nas cadernetas de poupança deve crescer 15% em 2018, revertendo a queda vista em 2017, segundo o presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Gilberto Duarte de Abreu Filho. O avanço deverá se concentrar nos empréstimos destinados à compra de moradias, enquanto o crédito para a construção de novos empreendimentos tende a continuar lento. Segundo Abreu, a estimativa de crescimento do crédito está calcada na perspectiva macroeconômica favorável para o próximo ano, mas ele ponderou que a projeção ainda é preliminar e sujeita à revisão em janeiro, quando a entidade divulgará seus números oficiais. “A perspectiva para o cenário macroeconômico é benigna para 2018”, afirmou o presidente, durante palestra em evento com empresários no Sindicato da Habitação (Secovi-SP).Neste ano, a estimativa é que o crédito oriundo da poupança somará R$ 45 bilhões, fechando o período com retração de 3,5% em relação a 2016.

Preço dos imóveis sofre leve alta em novembro, mostra FipeZap

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Índice FipeZap: Rio de Janeiro é a cidade com o metro quadrado à venda mais caro do Brasil (vicnt/Thinkstock)São Paulo – Depois de meses em queda, aos poucos, o preço médio dos imóveis à venda no Brasil volta a subir. Em novembro, o Índice FipeZap, que acompanha o preço de venda de imóveis residenciais em 20 cidades, sofreu uma leve alta, de 0,03%. No entanto, ao considerar a inflação  esperada para o mês, de 0,38%, o índice registrou queda real de 0,35% – o que mostra que o movimento de alta nos preços ainda é lento.  A queda real é registrada quando o valor de um determinado bem tem uma alta inferior ao aumento generalizado dos preços, medido por índices inflacionários, como o IPCA. Vale destacar que a variação real não é obtida com uma simples subtração. Para realizar o cálculo, é preciso dividir a oscilação dos preços pela variação da inflação. Nos últimos 12 meses, o Índice FipeZap registrou recuo de 0,41% e queda real de 3,22%. Quatorze das vinte cidades pesquisadas apresentaram queda nos preços, sem considerar a inflação. O valor médio dos imóveis à venda em novembro foi de 7.632 por metro quadrado. A seguir, confira a variação do preço no mês e no ano e o valor médio do metro quadrado nas 20 cidades pesquisadas pelo Índice FipeZap: Cidade Preço médio do metro quadrado Variação do preço em novembro Variação do preço nos últimos 12 meses Rio de Janeiro R$ 9.835 -0,37% -4,28% São Paulo R$ 8.736 0,09% 1,44% Distrito Federal R$ 8.256 0,01% -2,63% Niterói R$ 7.237 -0,21% -3,21% Florianópolis R$ 6.839 0,48% 4,14% Belo Horizonte R$ 6.463 0,54% 5,62% Fortaleza R$ 6.037 0,06% -3,38% Recife R$ 5.905 0,39% -0,76% São Caetano do Sul R$ 5.853 0,18% -1,13% Curitiba R$ 5.730 0,28% 1,22% Vitória R$ 5.723 -0,13% -1,24% Porto Alegre R$ 5.656 -0,03% -0,18% Campinas R$ 5.553 0,00% -0,62% Santos R$ 5.328 -0,27% 0,60% Santo André R$ 5.265 -0,06% -0,52% Salvador R$ 5.033 -0,07% -0,39% São Bernardo do Campo R$ 4.861 0,12% 0,00% Vila Velha R$ 4.630 0,03% 1,39% Goiânia R$ 4.118 0,33% 0,52% Contagem R$ 3.527 -0,32% -0,91% Veja tambémSEU DINHEIROReação do consumo aquece fundos imobiliáriosquery_builder 20 nov 2017 - 15h11SEU DINHEIROMorar de aluguel pode ser um bom negócioquery_builder 20 nov 2017 - 14h11