Imóveis em estoque podem ser um bom negócio

Se por um lado a crise econômica e política do Brasil trouxe um cenário negativo para a economia nacional, que atingiu diretamente o mercado imobiliário, por outro, este momento representa uma oportunidade para quem deseja realizar o sonho da casa própria. Com a economia estagnada e a recessão para a venda de imóveis, as construtoras estão com os estoques de unidades disponíveis altos e, com a oferta maior que a procura, elas oferecem boas condições para quem deseja comprar um imóvel.

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A questão é que, para girar o capital, as construtoras estão abrindo mão da margem de lucro para oferecer descontos. A ideia é buscar liquidez do estoque para tentar manter o mercado aquecido mesmo diante do cenário de crise econômica. Desta forma, o mercado fica favorável para quem deseja investir em um imóvel próprio, já que pode conseguir boas condições para comprar e fazer um bom negócio.

Se antes era vantajoso comprar um imóvel na planta, quando se conseguia os melhores descontos, hoje vale a pena investir em uma unidade que já esteja pronta, aproveitando que os estoques das construtoras estão em alta e elas querem diluir essa margem. “Há uma retração do mercado imobiliário e isso é um reflexo da situação econômica e política do país. Por conta da instabilidade, há menos investimento. E a demanda está maior do que a oferta, então os imóveis em estoque estão no mercado. Para não encalhar, as construtoras estão oferecendo melhores condições para quem quer comprar”, explica Darlan Carlos de Souza, representante do conselho do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Rio de Janeiro (Creci-RJ).

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Imóveis em estoque podem ser boas opções de compra (Foto: Reprodução/Shutterstock)

O mais importante, neste momento, é com a oferta em alta, o consumidor pesquisar bastante o imóvel que se adeque às suas necessidades e também ao seu bolso. . “Existe uma necessidade de caixa e aí que estão as oportunidades porque os imóveis que já estão prontos têm ofertas. É um período auspicioso para o consumidor. O negócio é pesquisar bastante e fazer a oferta para fechar um bom negócio”, afirmou Celso Petrucci, economista-chefe do Sindicato da Habitação de São Paulo.

Outra questão é que como aumento das taxas de juros na Caixa Econômica Federal, principal agente de crédito imobiliário do Brasil, a disputa entre os bancos pelos clientes interessados neste tipo de crédito ficou mais acirrada. Então vale a pena pesquisar bastante entre as instituições financeiras a que oferece as melhores taxas e condições.

A expectativa é que, ao final do excedende de imóveis disponíveis, a tendência é que as ofertas diminuam e preços voltem a ter as condições normais.

Oportunidades

De acordo com a Pesquisa do Mercado Imobiliário, realizada pelo Sindicato de Habitação de São Paulo (Secovi-SP), o primeiro trimestre de 2016 apresentou a menor quantidade lançada na cidade desde 2004, com 1.692 unidades. Em março, havia 25.823 unidades disponíveis para venda em São Paulo, entre imóveis na planta, em construção e em estoque, lançados nos últimos 36 meses.

A pesquisa ainda revela quais os tipos de imóveis estão com mais ofertas e, de uma forma geral, o mercado tende a oferecer produtos mais compactos. Em relação ao número de dormitórios, a maior quantidade de imóveis disponíveis é de dois quartos, com 9.680 unidades. Já sobre a área útil, predominam imóveis entre 45 e 65 metros quadrados, com 9.684 unidades.

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Por conta da crise, constutoras promovem descontos para poder vender os imóveis parados (Foto: Reprodução/Shutterstock)

Entre as áreas, a Zona Sul de São Paulo é a que mais tem imóveis disponíveis, com 7.793 unidades. Depois aparece a Zona Leste, com 5.742, seguida da Zona Oeste (5.529), Centro (3.436) e Zona Norte (3.323). “As zonas Sul e Oeste são as que tem o metro quadrado mais caro”, afirma Celso Petrucci. Na Zona Sul, de acordo com o índice FipeZap, o preço do metro quadrado no Itaim Bibi foi de R$ 10.916 em maio de 2016, enquanto no Jardim Paulista de R$ 10.165 e na Vila Mariana de R$ 9.528. Já na Zona Oeste, na Vila Madalena o valor do metro quadrado é de R$ 10.502, em Pinheiros de R$ 10.351 e em Perdizes de R$ 9.371, para citar alguns exemplos.

Mas a Zona Sul, local que concentra maior número de ofertas, também tem imóveis mais acessíveis. “Lá é a maior zona geográfica e tem do muito popular até o alto padrão. São imóveis para todos os padrões sociais”, completa José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP.

No Rio de Janeiro, de acordo com Leonardo Schneider, vice-presidente do Sindicato da Habitação do Rio de Janeiro (Secovi-RJ), existem muitos imóveis em estoque na Zona Oeste da cidade. “Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes e Jacarepaguá são bairros com estoques. Lá, as construtoras estão doidas para vender, o consumidor pode negociar e fazer um bom negócio”, garante. Para ele, esta é uma região que oferece uma boa condição para se viver. “É uma região nova, que está em crescimento, com novos condomínios e investimentos como o metrô e o VLT”, ressalta. Segundo o índice FipeZap, o preço do metro quadrado na Barra da Tijuca é de R$ 9.806, no Recreio dos Bandeirantes de R$ 7.090, e em Jacarepaguá de R$ 6.269.

Em Pernambuco, segundo Elísio Cruz Júnior, presidente do Secovi-PE, dois bairros que tiveram seu boom imobiliário há alguns anos, com os investimentos no Porto de Suape, são os que hoje oferecem boas ofertas para quem deseja comprar um imóvel em estoque. Eles ficam em Jaboatão dos Guararapes. “Candeias e Piedade oferecem preços convidativos, com maiores descontos na aquisição de imóveis prontos”, afirma. De acordo com o índice FipeZap, o preço do metro quadrado em Candeias é de R$ 4.194 e em Piedade de R$ 4.545.

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