Imóvel novo custa em média 350 mil reais na zona norte de SP

Imobiliária Lopes divulga pesquisa que mostra comportamento do mercado imobiliário da zona norte nos últimos três anos

Por Priscila Yazbek

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30 dez 2013, 17h01

Vista da zona norte, a partir do Parque da Cantareira: Santana é o bairro com metro quadrado mais caro na região
 (Quatro Rodas/ Rafael Cusato/)

São Paulo – Os imóveis novos na zona norte da cidade de São Paulo custaram em média 350 mil reais nos últimos três anos, segundo pesquisa da consultora de lançamentos imobiliários Lopes, que mostra como se comportou o mercado imobiliário da região no período.

O Valor Geral de Vendas (VGV) – somatória do valor potencial de vendas de todas as unidades de um empreendimento construído – dos últimos três anos soma 4,6 bilhões de reais. No período, foram lançados 115 empreendimentos verticais, totalizando 13.235 unidades. 

Segundo a pesquisa, a região, que é delimitada pela Serra da Cantareira e pela Marginal Tietê, tem área e capacidade de lançamento limitadas, mas tem sido bastante buscada principalmente por consumidores que já são da região, que representam 85% dos compradores.

Atualmente, 43% dos lançamentos estão totalmente vendidos e dos 13.235 apartamentos lançados nos últimos três anos, 1.826 estão em estoque (14%).

Entre as unidades lançadas, 42% foram apartamentos de médio padrão, 24% de alto padrão, 30% de padrão econômico e 4% de altíssimo padrão.

O estudo também mostra que a Zona Norte tem baixa participação no total de unidades lançadas em toda a cidade: a região corresponde a apenas 12% dos 109 mil apartamentos lançados em São Paulo no último triênio.

Veja a seguir o preço médio do metro quadrado praticado nos últimos três anos por bairro:

Segundo o estudo, o bairro mais procurado para compra de imóveis na região é Santana, mas também são bastante desejados os bairros Tremembé, Pirituba, Casa Verde, Vila Maria, Freguesia do Ó e Vila Guilherme.

E uma pesquisa anteriormente realizada pela Lopes com 924 entrevistados mostrou que a maior demanda na região é por apartamentos de até 500 mil reais, de dois e três dormitórios.