Na contramão das vendas, consórcios de imóveis fecham 2012 com alta

Modalidade registrou crescimento de 10% no número de participantes ativos em relação a 2011

Enquanto os lançamentos e as vendas no mercado imobiliário têm registrado queda, conforme balanço divulgado pelo Secovi, os consórcios de imóveis tiveram uma alta significativa em 2012.

De acordo com dados divulgados nesta quarta-feira pela Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio), no ano passado, esta modalidade registrou crescimento de 10% no número de participantes ativos em relação a 2011. A quantidade de consorciados subiu de 614,5 mil para 676 mil.

Para o presidente da entidade, Paulo Roberto Rossi, esta alta se deve às novas atratividades que os consórcios de imóveis ganharam recentemente. Ele apontou as cartas de crédito com valores maiores, que podem chegar a R$ 1 milhão hoje em dia, e o uso do saldo do FGTS para lances, amortizações e liquidações, como os principais fatores para o aumento da adesão desta modalidade.

“Atualmente, já temos grupos de 200 meses, com uma grande quantidade de participantes ativos. Historicamente, isso é uma grande novidade no setor”, afirmou, em evento em São Paulo.

Ainda segundo a ABC, o segmento de imóveis atingiu uma representatividade de 13% entre todos os tipos de consórcios realizados no país até o último mês de dezembro, o maior índice anotado na história do setor. Veículos automotivos ainda contam com a maior fatia do mercado: 85,7%.

“O uso cada vez maior do FGTS tem influenciado neste crescimento de participantes. E, pelo andar da economia, vamos crescer ainda mais nos próximos anos”, apontou Rossi.

Segmento de imóveis atingiu uma representatividade de 13% entre todos os tipos de consórcios

O número de contemplações também cresceu em 2012: alta de 2,5% em relação ao ano retrasado, chegando a 74,6 mil. Já o valor médio do tíquete foi de R$ 106 mil, ficando estável na comparação com 2011.

Já na venda de novas cotas, o setor de imóveis teve retração de 13,8% na comparação com 2011, encerrando 2012 com 193,2 mil novos consorciados. De acordo com Rossi, a queda é um reflexo do atual cenário do mercado imobiliário nacional.

“Houve queda nas vendas e nos lançamentos de imóveis em 2012. Agora em 2013, acreditamos em crescimento porque vemos o mercado mais maduro na comparação entre volume de lançamentos e demanda por imóveis, além de uma redução nos aumentos de preços dos imóveis, que deixou o consumidor mais receoso em 2012”, concluiu.

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