Preço de venda e locação de imóveis usados cai 15% em SP

Pesquisa com 1.386 imobiliárias de 37 cidades em 2012 mostra recuo nos preços e também redução no volume de vendas, enquanto volume de locações aumenta

Por Priscila Yazbek

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30 dez 2013, 16h58

EXAME.com (EXAME.com/)

São Paulo – Pesquisa feita pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (CRECI-SP) com 1.386 imobiliárias de 37 cidades mostra que, no ano de 2012, o volume de imóveis usados vendidos teve uma queda de 18,99% em relação a 2011. E o número de casas e apartamentos alugados teve alta de 9,22%.

No ano passado, os preços dos imóveis usados e dos aluguéis residenciais sofreram um recuo de aproximadamente 15%, ou mais especificamente 14,88%, segundo o estudo, que apurou mês a mês todos os preços de imóveis vendidos e dos aluguéis novos contratados nas imobiliárias consultadas.

Segundo o CRECI-SP, a queda nas vendas é um reflexo do baixo crescimento da economia no ano, do maior endividamento das famílias e do aumento da inflação. Como consequência, o aluguel se tornou a única opção de moradia para muitas famílias.

A entidade também ressalta que ainda que a nível estadual tenha sido verificado um recuo nas vendas e nos preços, o comportamento dos preços não pode ser generalizado.

Na capital paulista, por exemplo, o estudo feito junto às corretoras mostra que os preços em 2012 ficaram maiores que os de 2011 em 41 dos 60 tipos de imóveis localizados em bairros das cinco zonas de valor definidas na pesquisa. Porém, no mercado de casas, houve praticamente um empate na variação dos preços: 16 tipos de casas registraram alta e 12 tipos tiveram baixa do valor médio do metro quadrado na comparação de 2012 com 2011.

Com isso, na média, a locação de imóveis residenciais na capital acumulou crescimento de 10,19% e o valor médio do aluguel subiu 2,64%. E as vendas terminaram o ano com queda acumulada de 14,54% e o preço médio do metro quadrado teve redução de 2,88%.

Uma outra pesquisa, realizada pela adminsitradora imobiliária Lello, apenas com imóveis que compõem sua carteira (9 mil unidades), no entanto, apontou um aumento de 10% nos preços dos imóveis usados vendidos na capital. Ou seja, para algumas imobiliárias e algumas regiões os resultados podem ter sido bem diferentes.

Nos comentários conclusivos sobre a pesquisa, o CRECI-SP afirma que mais do que nunca os compradores precisam ter cuidado na hora de alugar e de comprar, uma vez que há imóveis à venda que estão com sobrepreço, em muitos casos por influência de lançamentos vizinhos, ainda que também seja possível encontrar muitos imóveis que se valorizaram diante de melhorias na região.

Segundo eles, neste momento o mercado de usados “não está para amadores”, portanto, a dica é pesquisar exaustivamente e comparar preços para evitar maus negócios.