Preço dos imóveis sobe 6,1% em 2013 e supera a inflação

Aumento real dos preços no primeiro semestre do ano foi de 2,8%

Por Priscila Yazbek

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30 dez 2013, 16h40

Vista aérea de Curitiba: Capital paranaense teve o maior aumento de preços no semestre, com alta de 14,3%
 (Thomas Locke Hobbs/Flickr/)

São Paulo – O Índice FipeZap Ampliado, que acompanha os preços dos imóveis à venda na internet em 16 cidades brasileiras, registrou alta de 6,1% no primeiro semestre de 2013, e de 1,1% em junho. As cidades que tiveram maior elevação de preços nos últimos seis meses foram Curitiba (14,3%), Rio de Janeiro (7,7%) e Vitória (7,5%).

Considerando a variação do IPCA no mesmo período, de 3,2% – segundo estimativas do mercado apresentadas pelo Boletim Focus -, o aumento real (acima da inflação) dos preços dos imóveis neste ano no país é de 2,8%.

Nos últimos 12 meses, o índice registrou aumento de 11,6% nos preços. Considerando a inflação acumulada no mesmo período, de 6,8%, o aumento real dos preços desde junho de 2012 foi de 4,5%. 

Veja abaixo o preço médio do metro quadrado apurado em junho das 16 cidades acompanhadas pelo Índice FipeZap:

(*) Cidades que representam o Índice Fipe/Zap Composto

Veja a íntegra do levantamento do Índice FipeZap de junho:

O FipeZap tem dados disponíveis sobre São Paulo e Rio de Janeiro desde janeiro de 2008. Para Belo Horizonte, a série histórica começa em maio de 2009. Para Fortaleza, em abril de 2010; para Recife em julho de 2010; e para Distrito Federal e Salvador, em setembro de 2010. Já entre as novas cidades, incluídas no Índice FipeZap Ampliado, as cidades do ABC Paulista e Niterói têm dados disponíveis desde janeiro de 2012. Vitória, Vila Velha, Florianópolis, Porto Alegre e Curitiba têm as séries históricas mais recentes, iniciadas em julho de 2012. O FipeZap Ampliado foi lançado em janeiro deste ano.

O indicador elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com o site Zap Imóveis, acompanha os preços do metro quadrado dos imóveis usados anunciados na internet, que totalizam mais de 290.000 unidades todos os meses. Além disso, são buscados também dados em outras fontes de anúncios online. A Fipe faz a ponderação dos dados utilizando a renda dos domicílios, de acordo com levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O índice neutraliza os efeitos da repetição de anúncios, bem como as grandes disparidades de preços. De acordo com Eduardo Zylberstajn, coordenador do projeto na Fipe, de fato há diferença entre os preços anunciados e os preços transacionados (que costumam ser menores), mas, segundo ele, no longo prazo, ambos os valores seguem a mesma tendência.